Siga-nos nas redes sociais:
digital
17 de Novembro de 2016 a las 07:00

A Deep Web é mais chata do que eles falam

A Deep Web é mais chata do que eles falam

A Deep Web é mais chata do que eles falam

Por , 17 de Novembro de 2016 a las 07:00

A internet profunda, mais conhecida como Deep Web, é um grande espaço virtual que escapa ao controle dos buscadores tradicionais e esconde um mundo de atividades onde a personagem principal é o anonimato

Para a maioria dos usuários da internet, o termo Deep Web sugere um universo separado, como os bairros problemáticos que aparecem nos filmes, onde proliferam as transações ilegais, vendas de armas de destruição massiva e todo tipo de fraudes e crimes.

Neste sentido, o provedor de dados Terbium Labs realizou o primeiro estudo sobre o impulso de dados com o objetivo de identificar o que realmente ocorre nas zonas mais ocultas da internet.

Assim, o estudo ressalta que o volume das atividades realizadas na internet profunda é bastante similar ao das realizadas em qualquer site. Mais ainda, o estudo afirma que 55% do conteúdo registrado na Deep Web é totalmente legal.

“Queremos ter uma visão completa da internet profunda para determinar a verdadeira natureza desse lugar e oferecer aos leitores deste estudo uma visão global das atividades que se realizam, tanto as positivas como as mais questionáveis”, indica Emily Wilson, Diretora de Análise de Terbium Labs.

Para chegar a ter todos os dados necessários e obter as conclusões sobre a internet profunda, Terbium Labs baseou seus estudos em dados e análise de estatísticas. The truth about the Dark Web: Separating fact from fiction propiciou o rastreamento da zona menos luminosa da rede através da inclusão de bilhões de novos registros às bases de dados para conseguir as respostas acertadas de tudo o que se encontra fora dos focos da internet e sobre os que quase não temos constância.

boringdeepweb2

Big Data para conseguir respostas

Para chegar a estas respostas foi básica o uso da enorme infraestrutura que implica o Big Data e a habilidade para incluir na busca todas as páginas e sua complicada maneira de localizar, já que estão escondidas atrás de logins. Toda esta varredura propiciou que Terbium Labs conseguisse uma melhor compreensão de tudo o que se encontra escondido nas profundezas da internet. Assim, através da amostragem de uma grande quantidade de sites da Deep Web foi possível selecionar e proporcionar uma representação geral do tipo de conteúdo presente na escuridão.

Cinco pontos essenciais

Na opinião de Terbium Labs existem cinco pontos significativos no estudo que servem para compreender um pouco melhor tudo o que rodeia essa zona que não conhecemos:

  • O anonimato não significa ser um criminoso
  • Popularidade do narcotráfico
  • Destaque da pornografia, ainda que nem toda é ilegal
  • Fraude
  • O extremismo praticamente é irrelevante

Claire Gollnick, Diretora Científica de Terbium Labs diz: Realizar uma pesquisa na parte mais escura da rede implica uma grande dificuldade porque os limites entre as categorias que existem não estão totalmente definidos”, e continua: “Colocamos muito interesse em fazer com que esta pesquisa estivesse baseada numa mostra aleatória que fosse representativa da internet profunda. Acreditamos que o resultado mostra uma imagem real das atividades que ocorrem nesta zona desconhecida para a maioria das pessoas”.

Resumindo, se diz que na Deep Web não se navega, mas mergulha-se. De fato, não possui buscadores, apenas alguns sites de referência para começar a busca, mas devemos ter muito cuidado com o que procuramos.

Sobre o Autor

Pablo Requejo Rodriguez

Pablo Requejo Rodriguez

Periodista. Apasionado de la revolución tecnológica que vivimos. Adicto al deporte y a coronar las grandes cimas del ciclismo con mi bicicleta. Lab Marketing de Contenidos de Telefónica.
Mais artigos do autor »