Começa a era da tecnologia cognitiva

Por , 15 de Novembro de 2016 a las 19:00
Começa a era da tecnologia cognitiva
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Começa a era da tecnologia cognitiva

Por , 15 de Novembro de 2016 a las 19:00

A era da digitalização por excelência deu lugar a um novo modelo de mundo que se cria, modifica e relaciona no universo da tecnologia cognitiva.

A mudança de era na que nos movemos, onde a transformação digital mudou não só os padrões de comportamento de milhões de pessoas, que vivem através de linhas de código e que criam seu alter ego na internet, também modificou a maneira na que se compreende o mundo dos negócios. Não é o destino de milhões de empresas, mas a base de todas aquelas que já são grandes e essas de criação recente que se movimentam sob o paradigma do universo startup. Porque se pensamos um pouco, a entrada do mundo empresarial na era digital significa a impressionante quantidade de 2.5 bilhões de gigabytes de dados diários. Ou, toda a informação contida em 170 jornais distribuídos para cada pessoa viva deste planeta. Mais ainda, se esta tendência continuar e de acordo com dados da IBM, em 2020 cada ser humano terá a capacidade de gerar 1,7MB de informação por segundo. Para conseguir este dado, e tendo em conta toda esta estrutura, a tecnologia cognitiva será uma das protagonistas indiscutíveis daqui a alguns anos.

E um dos caminhos para conseguir isso é o famoso Watson e sua inteligência artificial, aquele que ante o mundo se conheceu como pedra angular da computação cognitiva e que, recentemente, foi atualizado para estar à altura das circunstâncias. O sistema da IBM, que viu por primeira vez a luz num concurso de Jeopardy! em 2011, foi capaz de compreender a linguagem natural do ser humano, resolver perguntas complexas e aprender. A partir deste sistema milhões de possibilidades se sucedem deixando a porta aberta a todos os setores: ajudar a treinar cães-guia através de tecnologias cognitivas, cultivos inteligentes muito mais eficientes e produtivos, diagnósticos para doenças mais rápidos e precisos…

Entre elas, está a analítica. Até hoje, mais de 80% dos dados gerados pela humanidade foram desaproveitados e não só porque não tivesse sido possível “despejar” este conteúdo, a verdade é que não somos capazes sequer de analisá-lo. Neste contexto, uma aplicação real seria poder ver como funcionam os empréstimos de bicicletas nas cidades e como, desde a analítica de dados, se pode melhorar o transporte limpo e eficiente nas grandes urbes.

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E no despejo e processamento de dados se enquadra também tudo o que tenha que ver com a tecnologia cloud. Como funcionam os carros conectados? Especialmente os afamados car2Go que se encontram em cada ponto de quase todas as grandes cidades da Europa ou os polêmicos carros da Tesla. Os sistemas de segurança na direção, a interconexão, permite reduzir custos, danos e, principalmente, gerar uma infinidade de dados que vão parar na nuvem. De acordo com dados da Comissão Europeia, a computação na nuvem está crescendo a uma velocidade incrível na Europa, sendo um facilitador para transformar um negócio tradicional em um digital, e alcançará um valor de 44.8 bilhões de euros em suas previsões para 2020.

Ajudaria, por outro lado, a proteger qualquer veículo de ataques ou hackers. É certo que sua abertura ao setor tecnológico dos carros implica mais perigo, mas também aumenta a proteção. E, por que não, ao conhecimento total do cérebro humano; a reprodução dos chips sinápticos, intimamente vinculados com os computadores quânticos, daria a possibilidade de reproduzir a atividade neuronal de um cérebro humano a um microchip e que este, com o tempo, fosse capaz de aprender. Nada como ser humano para inspirar os melhores avanços da tecnologia.

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