O caminho de Cingapura para ser a primeira nação inteligente do mundo

Por , 17 de Junho de 2016 a las 19:00
O caminho de Cingapura para ser a primeira nação inteligente do mundo
Futuro

O caminho de Cingapura para ser a primeira nação inteligente do mundo

Por , 17 de Junho de 2016 a las 19:00

Táxis sem motorista e hospitais robotizados? O ministro de Assuntos Exteriores está elaborando um ambicioso projeto para transformar Cingapura no primeiro país inteligente do mundo. Um laboratório em inovação que pretende elevar a um nível “smart” a educação, agricultura, saúde e mobilidade.

Todos queremos viver em um país inteligente. O que podíamos esperar de uma cidade há 20 anos é que tivesse instituições democráticas, um bom transporte público ou boas infraestruturas. O sonho de Cingapura vai além: seu Ministro de Assuntos Exteriores, Vivian Balakrishnan, pretende elevar o país a outro nível. Lembra-se do capítulo futurista dos Simpson? Algo semelhante quer fazer este ministro entusiástico.

Sabia que os Simpsons acertaram em muitas de suas previsões tecnológicas? Em 1995, Os Simpsons já falaram dos smartwatch, concretamente no capítulo do casamento da Lisa. Inclusive se adiantaram com a impressão 3D, no capítulo de 2005 onde Marge faz uma foto de Bart e Lisa antes do baile de fim de ano. Esta foto, depois, se transforma em um bolo comestível. Vocês pensavam que os selfies tinham surgido por causa das câmaras frontais dos smartphones? Pois Bart foi um pioneiro, conseguindo selfies de Homer comendo um bolo de chocolate.

O sonho de ser um país inteligente

Neste contexto, o caminho para ser o primeiro país inteligente não fez mais do que começar. A agricultura, mobilidade, saúde e educação levaram o adjetivo “Smart”. Tudo girará em torno da tecnologia, ao estilo dos Simpsons. Haverá hospitais digitais, crianças que programarão drones, táxis autônomos, ou até fazendas verticais. Parece ficção científica? Pois alguns destes projetos estão ativos há mais de um ano.

Porém, o futuro é outra coisa e Cingapura continua caminhando em direção a seu sonho de ser o primeiro país inteligente do mundo. Seu Ministro de Assuntos Exteriores pensa grande, incluindo um programa de robótica e milhões de objetos inteligentes para 2020. Relógios, geladeiras, termostatos, carros, ventiladores, pulseiras e até os sapatos poderão estar conectados à rede. Os objetos poderão ser controlados à distância, sem tecnologias específicas, só através da Internet.

O país soberano insular da Ásia, formado por sessenta e três ilhas e com um governo que está há mais de 50 anos no poder, sonha em ser o pioneiro em desenvolvimento digital. Por isto, aposta pelo Big Data, a inteligência artificial e a realidade virtual. O verdadeiro desafio será mudar a mentalidade das pessoas, já que ainda existem pessoas que não evoluem, considerando que a tecnologia não é para eles. Mas a tecnologia terá que ser concebida como o instrumento necessário para conseguir os objetivos previstos.

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Um Vale do Silício asiático

Imaginem os arranha-céus de Dubai, a polícia de Genebra e o clima de Mumbai. Cingapura criou um ambiente de inovação parecido ao do Vale do Silício: One North. Um lugar que serve como ponto de encontro para empreendedores com startup, networking e workshop de empresas, rodeado pela Universidade Nacional de Cingapura e outros colégios de criação e design.

No epicentro da inovação asiática convivem empresas de última geração como Apple, Intel ou Microsoft com novos startups que surgiram pelo talento jovem. As novas gerações desejam mudar o mundo, utilizando as novas tecnologias para conseguir seus objetivos. Assim, surgem novos aplicativos baseados no Big Data ou novos produtos conectados pela Internet das Coisas.

É possível aprender a ser um empreendedor? Sem dúvida é uma habilidade inata, mesmo assim é possível aprender dos maiores para chegar a ser um empreendedor de sucesso. Neste contexto, Cingapura quer continuar crescendo e deseja ser a primeira nação inteligente do mundo.

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