Investigam as possibilidades de criar uma espinha biônica

Por , 7 de Março de 2016 a las 23:00
Investigam as possibilidades de criar uma espinha biônica
Saúde

Investigam as possibilidades de criar uma espinha biônica

Por , 7 de Março de 2016 a las 23:00

Uma equipe de cientistas australianos desenvolveu um trabalho em que a interface cerebral serve como espinha dorsal biônica.

Na Universidade de Melbourne uma equipe de pesquisadores médicos levou a cabo uma tarefa de dar uma nova esperança para aqueles que têm lesões de medula. É um dispositivo capaz de capturar as ordens do cérebro para mover os membros artificiais ou um exoesqueleto que reveste os membros afetados. Verdade seja dita, o trabalho ainda tem muito que amadurecer; no momento, este tipo de espinha biônica só foi testado em animais. Em 2017 está previsto para começar a testar em pessoas.

O dispositivo que os cientistas desenvolveram na Universidade de Melbourne é um eletrodo em forma de estent (tubo que é usado como próteses em medicina), que é implantado em um vaso sanguíneo perto do cérebro. Sua missão é registrar a atividade neuronal que ocorre quando o usuário move um exoesqueleto, que acompanha seus membros ou controla as extremidades artificiais.

Um dos méritos desta pesquisa está em sua técnica minimamente invasiva. O dispositivo, ao qual os próprios autores do trabalho chegam a qualificar como “espinha dorsal biônica”, é implantada sem a necessidade de uma operação a cérebro aberto, de modo que são evitados os riscos associados com tal procedimento delicado. O stent recolhe sinais procedentes do córtex motor com uma grande precisão para ser um implante não-invasivo.

Os cientistas perceberam que a qualidade dos sinais aumenta à medida que o dispositivo é integrado no tecido do paciente. Esta atividade neuronal se traduz em sinais elétricos e depois são enviados para os dispositivos robóticos, como membros artificiais ou exoesqueletos, que as converterão em movimento. No final, trata-se de permitir a conexão entre o cérebro e os dispositivos que podem retornar funcionalidade para os pacientes com lesões de medula.

O objetivo é que em 2017 comecem a testar com pessoas e dentro de dois anos, três pacientes paralisados sejam capazes de controlar um exoesqueleto diretamente com o cérebro. Isto é pelo menos o que os pesquisadores esperam, que lembram que, por enquanto, estes dispositivos são controlados manualmente com um joystick, desde onde se muda para posições como andar, parar e virar. O stent que desenvolveram seria o primeiro instrumento que permitiria um controle direto de um exoesqueleto usando o cérebro.

Imagem: Reigh LeBlanc

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