6 exemplos de retrotecnologia para ser (ou parecer) moderno

Por , 28 de Dezembro de 2015 a las 11:00
6 exemplos de retrotecnologia para ser (ou parecer) moderno
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6 exemplos de retrotecnologia para ser (ou parecer) moderno

Por , 28 de Dezembro de 2015 a las 11:00

Qualquer tempo passado foi melhor, ou pelo menos é o que dizem os nostálgicos. E não só eles, também nós que envelhecendo um pouco…

Com o rápido desenvolvimento da tecnologia, são muitos os marcos que foram relegados aos museus ou à memória. Mas, em plena era digital, podemos encontrar exemplos de retrotecnologia que, por saudade ou por comodidade, ganham adeptos a cada dia. Propomos dar uma olhada para trás, para observar esta série de seis produtos tecnológicos já antigos, que não saíram de moda, e você deve usar se quiser estar por dentro.

Telefones da primeira geração

Vou colocar minha casa de cabeça para baixo para encontrar meu primeiro celular, aquele Nokia 8210 azul que aposentei anos atrás. Se você também tiver esquecido em alguma gaveta um terminal de primeira geração , desses que só serviam para fazer chamadas e enviar SMS, saiba que você está perdendo uma oportunidade dupla: de resgatá-lo e reutilizá-lo (fará você parecer muito cool) ou vendê-lo (dependendo da raridade do modelo pode embolsar algumas dezenas de reais, até mesmo milhares!).

Não estou exagerando. Até 8222 reais pediram por um Motorola Aura, ou 5625 reais por um Nokia 880 Arte Gold em um site especializado na venda de celular vintage.

Até a arquipoderosa diretora da Vogue, Anna Wintour, ou a cantora Rihanna mostram com orgulho seus telefones antigos, é claro que algo está acontecendo. E é que, enquanto alguns fazem longas filas para comprar o último modelo de smartphone, outros procuram a originalidade no antigo ou escolhem levar uma vida menos dependente e conectada com modelos mais discretos, mais simples e menos hackeáveis.

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Discos de vinil

Primeiro a chegada do CD e depois a da música digital e em streaming precipitaram a queda do vinil. Parecia que ele tinha atingido o fundo do poço, mas há alguns anos, quando vários grupos decidiram lançar à venda edições limitadas de seus trabalhos em vinil, alguma coisa mudou. Para a surpresa de muitos, essas cópias foram rapidamente esgotadas em mãos de colecionistas ávidos e provocou uma paixão renovada por este evocador formato sonoro.

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A tal ponto chegou este renascimento, que no Reino Unido já está disponível a lista semanal dos discos de vinil mais vendidos, elaborada pela empresa Official Charts Company. Neste país, o vinil faturou 1,88 milhões de dólares em 2014, o maior valor registrado nos últimos 18 anos.

Se acreditamos nos melômanos, devemos procurar a explicação desse fenômeno na qualidade do som (nada a ver com arquivos digitais de mp3, dizem), mas a receita para o sucesso do vinil também inclui ingredientes de romantismo, nostalgia e moda. Se os vinis são bonitos, não é preciso dizer nada sobre a magia que desprendem esses toca-discos antigos que agora revivem ao som de um número cada vez maior de referências. E, para aqueles que não têm a sorte de ter uma dessas jóias, tranquilo, existem no mercado uma grande variedade de toca-discos, alguns dos desenhos clássicos e outros mais modernos, com rádio, CD e conexão USB.

Cassetes

E é a vez do primo canalha do vinil: o cassete. Se alguém achava que o cassete estava morto, estava errado. Este formato é agora a forma comum de distribuição musical em cenas alternativas como punk, hardcore ou death metal. Assim explica em uma entrevista ao El Mundo o responsável do Mondo Canapé Records, gravadora espanhola que edita exclusivamente em cassete.

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Publicar em cassete é muito mais rápido e mais rentável que em vinil, mesmo que as fitas venham do exterior. Nos EUA encontra-se o maior fabricante do mundo que, com mais de 10 milhões de fitas produzidas neste ano, está vivendo sua melhor temporada desde que foi inaugurado em 1969. Sua obstinação e recusa em desaparecer foi recompensada.

Neste renascimento do cassete pesa novamente a questão da qualidade do som (o cassete distorce o som, traz calor e textura, dizem os especialistas) e, claro, a moda rétro que nos inunda. Embora muitas dessas fitas incluam um código para baixar o conteúdo da Internet, é bom, quase um ritual, ter um cassete em mãos, rebobinar a fita com uma caneta e, se ainda tiver um velho Walkman, colocar a fita e apertar o Play.

Não tem Walkman? Por enquanto, apesar do retorno dos cassetes é difícil encontrar este revolucionário reprodutor de áudio portátil em uma loja física. Na verdade, a Sony, sua matriz, deixou de fabricar em 2010. Felizmente sempre teremos o grande mercado de Internet.

Fones de ouvido de almofadas XXL

Quanto maior e mais chamativo, melhor. Dos 80 e 90 até hoje. A tendência revival veste nossos ouvidos já faz vários anos. Adeus aos pequenos e discretos fones dentro dos ouvidos. Olá aos fones grandes (enormes) elevados à categoria de acessório de moda. Estes fones de ouvido que antes eram associados apenas a DJs e hip hoppers acompanham hoje a telefones e dispositivos de áudio tanto dos melômanos como dos atletas e das fashion victims.

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A favor, as almofadas confortáveis que cobrem as orelhas, o que isola mais eficazmente do exterior e cuida da sua saúde auditiva. Muito melhor que os fones de ouvido pequenos tipo botão que (pelo menos no meu caso) nunca chegam a se encaixar corretamente onde devem e caem uma e outra vez. Tecnologia a serviço da experiência e qualidade de áudio também deveriam ir na seção dos prós, mas há muitos fones de nova geração que priorizam a estética frente à técnica com consequências infelizes.

Em contra. Desconfortáveis para transportar e incômodos de guardar (por muito modelo dobrável e sem fio que inventem). Curioso (às vezes ridículo) comparar o tamanho dos fones de ouvido com os normalmente minúsculos reprodutores de música.

Máquina de escrever

Há alguns meses, a mídia informou sobre o que chamvam de última moda hipster e que consistia, nada mais e nada menos, que escrever em lugares públicos à máquina. No metrô, no aeroporto, no parque, em um café… qualquer lugar era inspirador, de acordo com as fotos assubidas nas Redes Sociais. Nos EUA, há estabelecimentos com máquinas de escrever disponíveis para os clientes e até mesmo são realizadas festas temáticas, type-ins,, em cafés e livrarias. Para quando uma no Brasil?

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A antiga ferramenta do escritor, inventada em 1868, é o oposto de computadores e editores de texto atuais, e talvez por isso seja tão atraente colocar os dedos sobre suas teclas e, por um tempo, acreditar ser Heminghway ou T.S. Eliot frente a uma página em branco. Uma grande dose de sentimentalismo e também alguma outra vantagem está por trás da escolha: privacidade, segurança, rapidez, espontaneidade, concentração e menos distrações. Uma pessoa é mais suscetível de sucumbir à procrastinação na frente de uma tela de computador (especialmente se não houver conexão com a Internet).

Mais evidências de que a máquina de escrever está na moda encontramos no iTunes, onde graças ao app Titled Hanx Writer pode recriar a experiência de digitar no seu tablet. Um autêntico êxito de downloads. Outra opção, mais fiel ao original, de combinar o analógico e o digital é comprar um Qwerkywriter, um teclado com conexão USB e Bluetooth imitando uma velha máquina Remington.

Câmeras fotográficas analógicas

Se há um produto tecnológico que sem dúvida faz interessante a quem quer que o carregue é a câmara fotográfica. E se este princípio se aplica à fotografia digital, o interesse se multiplica exponencialmente quando a câmera é analógica. O fotógrafo em questão pode ser um romântico, um purista, um amante da tradição, um amador experimentando… A bobina não é o mais prático, nem o mais barato, mas longe de estar morta, oferece um futuro promissor.

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É cada vez mais comum ver nas ruas modelos antigos com filme de 35mm de marcas conhecidas como Canon, Nikon, Yashica, Leica e Olympus, mas também câmeras míticas de médio formato como as Rolleyflex ou Hasselblad.

Mas se existem duas câmeras das que um bom hipster deve presumir, essas são a Polaroid e a Lomo. Enquanto a primeira dota o processo fotográfico da magia da instantaneidade (embora os modelos de nova criação também permitam armazenamento digital), as segundas continuam a cativar com essa estética errática mas transgressora que lembra um Instagram da época analógica. Por amor à fotografia e por tendência e moda, ambos modelos se tornaram clássicos rétro de culto.

Agora você já sabe, presuma do antigo para ser moderno. Procure nas gavetas, visite feirinhas ou lojas de antiguidades e fique com a retrotecnologia de moda. Você pode até tentar reconstruir sua memória tecnológica com peças de Lego. A experiência nostálgica elevada ao cubo.

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