O último elo, o 4G

Por , 11 de December de 2015 a las 07:00
O último elo, o 4G
Futuro

O último elo, o 4G

Por , 11 de December de 2015 a las 07:00

Faz tempo que a espécie humana começou a se perguntar até onde será capaz de chegar. Provavelmente, o primeiro hominídeo que decidiu tirar as mãos do chão e andar ereto não tinha ideia do fluxo evolutivo que estava por vir, muito menos do complexo contexto que nos rodeia mais de 5 bilhões de anos mais tarde.

Embora a construção das pirâmides permaneça um mistério, muitos séculos de desenvolvimento tecnológico depois, entendemos que a ambição humana não tem limite. Primeiro, inventamos a roda, então aprendemos a voar e mais tarde encontramos uma maneira de ficar conectados com o mundo de forma simultânea e imediata. Aqueles seres primários que se comunicavam emitindo gritos ficaram longe. Agora somos seres tecnológicos que, como tal, vivemos na Era Tecnológica.

Se olharmos para trás, pode parecer inconcebível aquele mundo arcaico, onde as primeiras civilizações viveram, no entanto, nos últimos anos temos deixado de olhar para frente… Por quê? Porque temos tudo que nos importa na palma da mão; inventamos a tecnologia e a fizemos o móvel. Já não usamos ferramentas, mas dispositivos complexos que têm centenas de utilidades. Começamos com uma simples geração de telefonia e agora estamos no quarto elo. O 4G.

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ANTES DO CELULAR (A.C): PRÉ-HISTÓRIA

Em grande medida, a evolução é um fato desencadeado por contratempos, movimentos inesperados ou eventos aleatórios. Um bom exemplo seria as duas guerras mundiais que marcaram a história do século XX. Acontecimentos devastadores para a humanidade que, involuntariamente, trouxeram o desenvolvimento tecnológico. Entre outras coisas, foi no início da II Guerra Mundial quando começamos a perceber que a comunicação a distância era necessária.

Motorola percebeu isso e começou a trabalhar para projetar um equipamento chamado Handie Talkie H12-12. Com este dispositivo, as tropas aliadas poderiam se comunicar através de ondas de rádio e não exceder mais de 600 kHz, no entanto, esta invenção não tinha sido pensada como algo realmente portátil. Seu tamanho e peso permitiam transportá-la em um avião militar, mas de nenhuma maneira no bolso de uma jaqueta.

Mais tarde, na década de 60, o conceito de telefone celular havia se espalhado entre as empresas de telecomunicações. A questão era saber qual iria levar a ideia adiante. Depois de anos de incerteza, foram os Laboratórios Bell que apresentaram uma primeira patente em 1972. Fora escrita a fórmula do futuro.

PRIMEIRA GERAÇÃO (1G): A IDADE DA PIEDRA

Em 3 de abril de 1973, em uma rua em Nova York, Martin Cooper fez a primeira chamada desde um dispositivo móvel (o DynaTAC 8000X). Embora o aparelho não começasse a ser comercializado até 84 e foi a Ericsson, em 1981, a primeira empresa a lançar o primeiro sistema de telefonia móvel tal e como conhecemos hoje, o NMT 450.

O primeiro telefone pesava cerca de1 kg e sua bateria durava apenas 1 hora de conversa, não servia pra pouco mais que para fazer uma pequena conferência a caminho do escritório, mas já rugia o boato de uma sociedade de consumo que estaria aberta à descoberta de novas necessidades que cobrir. Este avanço seria a base para gerações com outro conceito de comunicação.

SEGUNDA GERAÇÃO (2G): O RENASCIMENTO

Uma vez que se inventou a roda só era preciso fazê-la girar. Tendo em conta o potencial do dispositivo móvel, foi uma questão de tempo que as empresas investissem para melhorar o desempenho desses dispositivos e multiplicar suas possibilidades. Em seguida, a qualidade de voz das chamadas aumentou e, evidentemente, o peso e tamanho foi reduzido. Além disso, um mercado completamente novo surgiu, apareceu toda uma indústria de telecomunicações, o que levou ao aumento do número de fabricantes e operadores do setor. Isso também reduziu custos e aumentou o número de usuários deste serviço. A indústria estava em pleno Renascimento e prometia um horizonte promissor.

Passada as primeiras fases, desafios mais ambiciosos foram procurados. Era hora de expandir as possibilidades e fornecer aos usuários outros serviços. Ligar ou enviar mensagens era coisa da Idade da Pedra. Rapidamente surgiu a geração 2.5G, o que representou uma ponte entre os primitivos celulares do início e os Smartphones. Através dos EMS/MMS, através de GPRS ou “serviço geral de pacotes via rádio”, os telefones foram usados para enviar imagens, vídeos ou sons, além de texto.

TERCEIRA GERAÇÃO (3G): A ILUSTRAÇÃO

E então chegou ela… a Sra. Internet. E com ela, os Smartphones. Na verdade, a Internet era uma velha conhecida, mas as empresas de telefonia móvel abriram as portas para que pudéssemos levá-la conosco a qualquer lugar. Isso sim, com uma reforma antes.

iPhone e Android colocaram para trabalhar suas mentes mais ilustres para transformar celulares em pequenos computadores pessoais. Afrontar este novo desafio nem parecia ambicioso. O fluxo tecnológico ao que os novos tempos nos haviam acostumados pedia mudanças com mais e mais frequência. A necessidade de transmitir mais dados e torná-lo mais rápidos, o desejo de transformar os aparelhos em verdadeiros canivetes suíços e a procura de inovação por usuários fizeram a indústria crescer exponencialmente. Portanto, o 4G veio: o último elo.

Depois de esquecer a obsessão que nos obrigava a fazer telefones cada vez menores, o advento da Internet fez com que a tendência se invertesse. As pessoas comuns leem o jornal em seu telefone, assim as telas pequenas dos anos 2000 não são o que mais precisam.

O 4G vem pela necessidade de navegar com maiores velocidade e largura de banda. Pelos vídeos em alta definição, TV no celular e os videogames, como são realidades dos tempos e das necessidades diárias de uns usuários que ficaram cada vez mais exigentes e querem equipamentos de última geração.

O FUTURO

Cabe saber qual será o próximo que consideraremos afrontar. Em uma indústria onde se torna mais plausível o tema “renovar ou morrer”, parece que a última carta pela que se apostou foi pelo design. O esperado Apple Watch parece ser a última grande revolução, no entanto muitas marcas quiseram lançar sua proposta para estar na vanguarda da inovação tecnológica. Estes são apenas alguns exemplos de projetos que podem ser deixados no limbo ou talvez revolucionar um futuro cada vez mais próximo:

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