Para que servem os recipientes de software

Por , 8 de Novembro de 2016 a las 07:00
Para que servem os recipientes de software
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Para que servem os recipientes de software

Por , 8 de Novembro de 2016 a las 07:00

Os recipientes de software são um pacote de elementos que permitem executar um aplicativo determinado em qualquer sistema operacional

Um dos termos que vêm ecoando dentro do mundo da tecnologia e do desenvolvimento de aplicativos nos últimos anos é o de recipientes de softwares. São utilizados para garantir que um determinado aplicativo seja executado corretamente quando mude seu ambiente, sem acusar nenhum tipo de erro. De certo modo, assemelham-se à tecnologia de virtualização, embora se possa dizer que funcionam em uma escala menor.

O uso dos recipientes de software proliferou nos últimos anos porque são úteis e ágeis para migrar qualquer desenvolvimento de uma plataforma para outra. Se você desenvolve um software e deseja passá-lo de um servidor instalado em um centro de dados a uma máquina virtual que funciona em uma nuvem pública, talvez o código não funcione muito bem em seu novo ambiente. O mesmo ocorre se você migrar um aplicativo do sistema operacional Debian para produção no sistema de Red Hat.

Se esse software desenvolvido for colocado em um recipiente você poderá migrá-lo ao sistema que você quiser. As diferenças entre os sistemas operacionais que fazem que o aplicativo não funcione muito bem ao mudar de ambiente desaparecem. O recipiente atua como uma capa para o software que o habilita para funcionar dentro do novo ambiente. É preciso apenas empacotar o código e as ferramentas que o acompanham dentro de um recipiente.

As diferenças com a virtualização

O funcionamento dos recipientes lembra o da tecnologia de virtualização, que leva tempo desempenhando um papel importante na indústria IT. No entanto, esta última consiste em abstrair recursos – que podem ser de hardware, como um servidor, ou de software, como um sistema operacional – e simular seu funcionamento através do software. Mas o pacote oferecido é de maior envergadura. Uma máquina virtual instalada em um servidor, onde pode haver várias delas, inclui um sistema operacional bem como o software que se queira importar.

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O recipiente não necessita de um sistema operacional concreto, de forma que só é necessário empacotar o software que se queira importar dentro de um recipiente. Na prática isto quer dizer que fazer funcionar um desenvolvimento em um recipiente consome menos recursos que uma máquina virtual. Por outro lado, um recipiente tem um tamanho menor que uma máquina virtual. Tudo isso faz com que os processos se iniciem mais rápido.

Apesar de tudo, os recipientes atualmente não são alternativas para as máquinas virtuais, tanto por motivos de segurança como por compatibilidade com todo tipo de aplicativos, incluindo os mais antigos que continuam em uso.

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