MIT e Lamborghini unem forças para pesquisar sobre automobilismo

Por , 3 de Novembro de 2016 a las 19:00
MIT e Lamborghini unem forças para pesquisar sobre automobilismo
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MIT e Lamborghini unem forças para pesquisar sobre automobilismo

Por , 3 de Novembro de 2016 a las 19:00

A marca Lamborghini chegou a um acordo com o MIT para aprofundar no desenvolvimento de soluções que melhorem seus veículos.

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CARROS, MIT

As marcas de carro necessitam se inovar hoje mais do que nunca. O setor do automobilismo está imerso num processo de transformação como não se vê há décadas. A tecnologia de direção autônoma e os carros elétricos são os próximos passos, depois da conexão à internet, já disponível nos automóveis mais recentes. Neste contexto, o MIT e Lamborghini chegaram a um acordo de três anos referente a pesquisa e desenvolvimento.

A aliança entre a universidade de Cambridge, próxima a Boston, e a marca italiana pertencente ao grupo Volkswagen, consistirá em trabalhos de desenvolvimento que 50 estudantes realizarão para pesquisar em campos do automobilismo interessantes para Lamborghini. O fabricante de esportivos está particularmente ávido por conseguir novos materiais que deixem seus veículos mais leves e resistentes.

Em outras palavras, o objetivo é integrar cada vez mais fibra de carbono no design dos automóveis. Não é o primeiro projeto de automobilismo no que o MIT se involucra. O mais conhecido provavelmente seja o chegado com Toyota, com que se embarcou num projeto financiado com 1 bilhão de dólares em conjunto com a Universidade de Stanford, com o objetivo de pesquisar sobre direção autônoma.

A colaboração com Lamborghini tem outra orientação. Os super-esportivos da marca, assim como os das outras linhas, já têm algumas partes fabricadas em fibra de carbono, como o teto. O próprio Lamborghini Aventador, um dos estandartes da marca cujo preço recomendado ultrapassa os 25.000 euros, conta com painéis deste material. Seu peso total é pouco mais de uma tonelada e meia.

No entanto, ainda há mais lugares onde a fibra de carbono pode ser usada como substituto e Lamborghini quer identificar quais. Para o MIT trata-se de uma pesquisa transversal que lhe permitirá conhecer mais sobre a inovação que é possível realizar na indústria do automobilismo no tocante aos materiais.

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A marca italiana também precisa trabalhar em motores híbridos e modelos elétricos, cuja potência inicial é superior aos tradicionais motores de combustão interna. Lamborghini, como todos os fabricantes de carros, olha com suspeita o setor dos elétricos, posto que ao longo dos próximos anos se espera que as leis comecem a favorecer mais intensamente este tipo de veículos frente aos tradicionais.

O MIT confia que o acordo sirva de incentivo para que os alunos que forem de intercâmbio para a Itália, um destino popular, se interessem por trabalhar neste programa. A universidade compara o programa com o realizado pela Universidade de Washington e Boeing, que ajudou o fabricante de aviões a desenvolver um método para criar certas peças em fibras de carbono de forma mais rápida.

Imagens: matthieu chollet y Reece Garside I Photography

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