O motor de combustão interna, o rei do transporte no século XX

Por , 21 de Outubro de 2016 a las 07:00
O motor de combustão interna, o rei do transporte no século XX
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O motor de combustão interna, o rei do transporte no século XX

Por , 21 de Outubro de 2016 a las 07:00

A maior parte do transporte, por terra, mar e ar é possível há mais de cem anos graças a uma invenção: o motor de combustão interna

A invenção do motor de combustão interna não foi um destelho de inspiração triunfal. Sua formulação ocorreu como consequência de algumas décadas de estudos e êxitos sucessivos, até que o alemão Nikolaus Otto patenteou seu projeto de um motor em quatro tempos. A história não parou aí: a partir desse momento começou-se a introduzir melhorias. Enquanto isso, o invento começou a se expandir a automóveis, barcos, os primeiros aviões e as locomotivas dos trens.

Durante o século XX, o motor de combustão interna foi o músculo que moveu a maior parte do transporte, fosse por terra, mar ou ar. Seus primeiros passos se deram a meados do século XIX, quando dois italianos, o eclesiástico Eugenio Barsanti e o engenheiro Felipe Matteucci, projetaram o que seria a base do funcionamento dos motores de combustão interna.

No entanto, os protótipos que surgiram nos primeiros anos não tinham força propulsora suficiente. Não existia fase de compressão, que aumenta a pressão da mistura de ar e gasolina e, basicamente, dá potência ao mecanismo. Nikolaus Otto foi quem patenteou em 1886 um conceito moderno do motor de combustão interna. Tratava-se do motor em quatro tempos e sua capacidade de propulsão e eficiência era tão valiosa que começou a ser incorporado em quase qualquer tipo de transporte. De fato, o primeiro automóvel da história, o Benz Patent-Motorwagen, foi construído naquele ano.

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Os primeiros aviões, desde o voo dos irmãos Wright em 1903, também o usaram. Décadas depois surgiu o motor a reação, embora o de combustão interna continue sendo usado em pequenos aviões. Os barcos foram os primeiros veículos que testaram esta nova forma de propulsão, pois as hélices podiam funcionar mais facilmente, enquanto que alguns trens incorporaram locomotivas diesel.

Como funciona

O primeiro impulso de movimento é externo, por exemplo, em um automóvel é alimentado pela bateria. A partir desse momento começa a funcionar todo o mecanismo, que não necessita de mais input auxiliar de energia.

O motor de combustão interna produz movimento pela liberação de energia, que procede da queima de um combustível, como podem ser gasolina ou diesel. Um dos elementos fundamentais é uma câmera fechada (nos automóveis estas câmeras são os cilindros). Nela entra ar através de uma válvula e também entra combustível. É a fase de admissão. Em uma segunda fase, de compressão, o êmbolo pressiona a mistura até produzir a combustão.

Quando a mistura é queimada, todo o conteúdo da câmera aumenta de tamanho e impulsiona o êmbolo (a única peça que se move em contato com a câmera) em sentido oposto. A energia, portanto, se converte em movimento, que é transmitida por meio da biela ao eixo principal do motor. Aí é onde se transforma em movimento rotativo.

Imagens: SounderBruce e wbaiv

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