As dúvidas mais frequentes sobre o câncer de mama

Por , 20 de Outubro de 2016 a las 19:00
As dúvidas mais frequentes sobre o câncer de mama
Saúde

As dúvidas mais frequentes sobre o câncer de mama

Por , 20 de Outubro de 2016 a las 19:00

O câncer de mama é o tumor mais frequente em mulheres. Respondemos algumas das perguntas mais habituais sobre esta doença neoplástica

Ontem foi o Dia Mundial contra o Câncer de Mama, o tipo de tumor mais frequente nas mulheres ocidentais. É uma doença grave, mas é possível curá-la graças aos avanços da pesquisa biomédica. No entanto, a falta de informação pode gerar medo e ansiedade nas pessoas afetadas e aqueles ao seu redor.

Por isso, nós em Think Big aproveitamos para recopilar as dúvidas mais frequentes sobre o câncer de mama. Este tumor foi diagnosticado em 2008 em mais de 1,3 milhões de indivíduos em todo o mundo. O FAQ sobre a doença.

O que é o câncer de mama?

Esta patologia aparece quando um grupo de células começa a se dividir por conta própria e de forma incontrolada. Se ainda por cima tem a capacidade de invadir outros tecidos e ir a outras partes do organismo, falamos de um tumor maligno.

No caso específico do câncer de mama, as células começam a se dividir e proliferar descontroladamente no tecido da glândula mamária. Daqui, pode se desenvolver de duas formas: invadindo estruturas próximas como ossos e músculos ou se expandindo através dos vasos sanguíneos e da rede do sistema linfático.

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Por que aparece este tumor?

Cada uma de nossas células conta com mecanismos reguladores que controlam sua divisão e proliferação, funcionando como o freio e o acelerador de qualquer automóvel. No entanto, se estes sistemas se danificam, podemos ter um “acidente” em nosso “carro biológico”. Se isso ocorre nos tecidos da glândula mamária, poderíamos estar diante de um câncer de mama, sempre e quanto o tumor seja de caráter maligno.

Qual a influência do DNA?

A pesar de casos mediáticos como o de Angelina Jolie, apenas ao redor de 10 a 15% dos casos de câncer de mama têm uma origem hereditária. O DNA desempenha um importante papel na aparição dos tumores, mas não só pelos antecedes familiares.

Os danos no DNA não são de procedência exclusiva de uma predisposição genética. Hábitos pouco saudáveis e um mal estilo de vida podem provocar efeitos muito prejudiciais, de forma que fatores ambientais também estão por trás das mutações que causem a aparição do tumor. No caso do câncer de mama, algumas das mais conhecidas são erros nos genes BRCA1 e BRCA2.

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Quais são os fatores de risco?

Existem fatores externos que podemos controlar para reduzir o risco de padecer um câncer de mama. Entre outros, não consumir bebidas alcoólicas e evitar o sobrepeso ou a obesidade. Ainda que não esteja claro que o cigarro tenha uma relação direta com este tipo de tumores, dado seus documentados efeitos prejudiciais sobre a saúde é aconselhável deixar de fumar.

Por outro lado, existem outros fatores incontroláveis e que foram associados a um maior risco de sofrer um tumor mamário. A Sociedade Americana do Câncer enumera alguns exemplos: o envelhecimento, a etnia, a existência de um tecido mamário denso, ter começado a menstruar antes dos 12 anos e a menopausa depois dos 55, a exposição à radiação no peito ou ao estrogênio sintético dietilestilbestrol. No entanto, o câncer não está provocado por acumular emoções negativas como proposto por algumas teorias pseudocientíficas como a somatização.

Por que cada vez é maior o número de jovens diagnosticadas?

Cada vez vivemos mais. E como dissemos, o envelhecimento é um fator diretamente involucrado no câncer: quantos mais anos vivemos, mais possibilidades temos de acumular danos no DNA que podem se transformar em mutações. Estes erros genéticos podem estar por trás de que apareçam células malignas e surja um tumor, também no caso do câncer de mama.

As técnicas de diagnóstico precoce destes tumores também melhoraram nos últimos anos, o que permite detectar antes o câncer e poder trata-lo com mais eficiência. A melhoria dos sistemas sanitários e a abordagem médica não devem nos fazer esquecer que também aumentaram os fatores de risco, como a exposição a tóxicos ambientais como o cigarro ou a prevalência do sobrepeso e da obesidade na sociedade como consequência da atividade física reduzida e uma dieta pouco saudável.

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Como se diagnostica?

Além dos métodos utilizados habitualmente no diagnóstico do câncer, a detecção de tumores de mama conta com algumas peculiaridades. Por um lado, os especialistas fazem finca-pé na importância da mamografia como crivo para diagnosticar o câncer o antes possível.

Existem outros testes de imagem que podem ajudar a examinar os seios, como pode ser a ecografia ou a ressonância magnética nuclear. No caso de que existam suspeitas de câncer, os especialistas podem solicitar uma biópsia para determinar se uma zona do tecido está composta por células benignas ou malignas. Da mesma forma, existem outras técnicas que servem para avaliar a possível disseminação do tumor, tais como a radiografia do tórax, a gamagrafia óssea, o TAC ou o PET, entre outras.

Quais são os sintomas?

O sinal indicativo de um possível câncer de mama é a aparição de um nódulo, bem na mama, bem em uma axila. Ainda que isto nem sempre seja sinônimo de um tumor, a verdade é que os especialistas recomendam realizar de forma regular uma autoexploração e, em caso de dúvida, ir ao médico o antes possível.

No entanto, alguns estudos indicam que alguns sintomas são desconhecidos para uma importante parte da população. De acordo com uma enquete realizada pelo Instituto Dexeus, muitas pessoas ignoram que sintomas como a retração fixa dos mamilos, uma fenda, engrossamento ou descamação da pele também pode estar por trás de um câncer de mama.

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Como se trata?

A introdução das antraciclinas primeiro e dos taxanos depois, marcou um ponto de inflexão na luta contra o câncer de mama. Os múltiplos avanços em quimioterapia, radioterapia e cirurgia, assim como nos tratamentos biológicos e hormonais, permitiram aumentar entre 15 e 20 pontos o índice de sobrevivência. No entanto, é importante saber que não existe um único tumor mamário, mas que trata-se de uma doença heterogênea e sua abordagem depende de cada caso.

Os homens podem padecer estes tumores?

Apesar de que o câncer de mama se relaciona com mulheres, o certo é que os homens também podem padecer esta doença. Estamos, a pesar de tudo, ante situações pouco frequentes, já que representam menos de 1% do total.

Existe uma epidemia de câncer de mama?

Não. O câncer de mama é o que se diagnostica de forma mais frequente em mulheres ocidentais. De acordo com dados oficiais, uma de cada oito mulheres padecerá de câncer de mama ao longo de sua vida. O aumento de incidência se deve ao progressivo envelhecimento da população e a um diagnóstico cada vez mais precoce. Por sorte, os avanços na detecção e tratamento permitem enfrentar esta patologia.

Imagens | Pixabay, DRDoubleB (Wikimedia), Ed Uthman (Flickr), Paul Falardeau (Flickr)

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