A automatização já chegou: o custo de substituir humanos por máquinas

Por , 20 de Outubro de 2016 a las 07:00
A automatização já chegou: o custo de substituir humanos por máquinas
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A automatização já chegou: o custo de substituir humanos por máquinas

Por , 20 de Outubro de 2016 a las 07:00

A automatização começou e já aparecem os planos de grandes corporações para despedir trabalhadores e ocupar seus lugares com máquinas

É uma realidade cada vez mais palpável que o trabalho humano alcançou seus máximos de ocupação. Por uma parte, muitas empresas de diferentes setores não passam por seu melhor momento e, por outro, a tecnologia não ajuda. Não ajuda ao ser humano que, inevitavelmente, perde seu emprego. Ao empresário ajuda bastante, porque pode economizar os altos custos laborais com o investimento em máquinas, quantidades que depois são amortizadas.

Na Europa, o processo começou de maneira forte. ING, um dos maiores bancos alemães, anunciou que pretende economizar 900 milhões de euros despedindo 5800 trabalhadores como parte de uma transformação digital, o que parece mais um eufemismo que uma realidade demonstrável. Fora desses 5800, 1200 empregados seguirão na empresa, mas mudando de emprego. Isso sim, o dinheiro que ING economiza com os despidos deverá ser usado na aquisição da tecnologia necessária para substituir seus empregados. De acordo com a empresa, gastarão 800 milhões de euros nesse processo que, de acordo com a empresa, “padronizará sua infraestrutura, dados e processos”,

No entanto, deverá somar a esse processo 1,1 bilhões adicionais em indenizações por despido, o que significará uma quantia total próxima aos dois bilhões para substituir os humanos por máquinas. O caso criou polêmica porque durante a crise bancária ING recebeu ajuda do Estado. O drama laboral está claro, porque não é a única empresa que fará isso. Commerzbank também automatizará 80% de seus processos em 2020, despedindo 9800 trabalhadores. E isso só irá em aumento.

Por isso, vendo que parece algo inevitável e que as empresas estão livres para fazer isso, é necessário começar um debate público sobre o que vai acontecer daqui a 20 anos ou até menos. Isso de que as máquinas se encarreguem de trabalhos que podem realizar melhor que qualquer humano parece bom. As pessoas podem perder seu trabalho, mas o que não deve acontecer é percam de forma sistemática um nível de vida e sem recuperação posterior possível. Em muitos países já se propõe, desde diversos pontos ideológicos, a renda básica universal. Que comece o debate!

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