O que traz a câmera dupla nos smartphones de cada fabricante?

Por , 13 de Outubro de 2016 a las 07:00
O que traz a câmera dupla nos smartphones de cada fabricante?
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O que traz a câmera dupla nos smartphones de cada fabricante?

Por , 13 de Outubro de 2016 a las 07:00

A câmera dupla em smartphones parece ser a última grande tentativa por parte das empresas para avançar mais na qualidade, a partir da visão de cada uma delas.

Passaram 14 anos desde a aparição do Nokia 7650, que não foi o primeiro a incorporar câmera, mas sim o primeiro em popularizar esta função a nível internacional. Em todo esse tempo, o pensamento com cada geração se repete: “não é possível pedir mais da fotografia celular, alcançamos o ápice de qualidade que um sensor e uma lente tão pequena podem oferecer”. E a história se empenha em tirar a razão da imprensa e dos usuários. São elementos como a estabilização ótica ou a câmera dupla que revisamos hoje os que estimulam uma evolução que não termina.

No entanto, diferentemente de outras funções que acabaram se equiparando, cada fabricante tem uma visão ou solução para a câmera dupla. Isto não quer dizer que umas sejam melhores que outras, pelo contrário. Para além da qualidade fotográfica que finalmente oferece cada aparelho, todas as funções de câmera dupla apresentadas até agora são muito interessantes, e depende de para que queremos usar para que termine sendo uma boa escolha.

HTC

Embora não tenha sido o primeiro a implementar a câmera dupla (você deve lembrar do LG Optimus 3D), o HTC One M8 de 2014 foi sim o primeiro em apresentar uma solução útil com a qual colocou na moda a possibilidade de manipular as zonas enfocadas e desfocadas. A união de ambas câmeras permitia calibrar as distâncias e mapear toda a imagem para conhecer a profundidade dos objetos fotografados. O lado positivo é que os pontos de foco podiam ser modificados inclusive depois de ter sido tirada a fotografia, algo genial.

O lado negativo era o resultado em si. A tecnologia estava ainda muito precoce e o processado não separava bem as bordas do fundo, portanto reduzia informação e às vezes desfocava muito o que não devia sair do foco. Ainda assim, foi um bom passo, e principalmente, marcou muita tendência esse ano.

LG

Durante o MWC 2016 de Barcelona, LG apresentou o LG G5 com a novidade da modularidade. No entanto, a câmera dupla foi o aspecto que, segundo o parecer de muitos usuários, diferenciou de maneira mais útil o aparelho. Em lugar de ser usada para desfocar, como o One M8, a câmera dupla de LG G5 oferecia a possibilidade de alterar completamente o ângulo de visão, conseguindo uma grande angular de 135 graus que em uma mesma tomada conseguia obter muito mais informação que uma foto normal.

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Os resultados ofereciam o que prometiam, mas a solução continuava sem ser ótima plenamente, pois a perda de qualidade era evidente. Nas fotos mostradas a seguir observa-se a diferença de amplitude sem que o fotógrafo se mova.

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Huawei

Huawei foi outra das primeiras a se lançar à guerra das câmeras duplas com o Honor 6 Plus, prometendo desfoques com os quais obter uma profundidade de campo similar à obtida com uma abertura f1.0. A realidade é que os resultados deixavam muito a desejar, e postergaram a inclusão da câmera dupla até o Huawei P9 que, além de ajudar no desfoque, e esta vez, oferecer melhor resultado que o 6 Plus e M8, acrescentou uma função até então inédita.

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Uma das lentes se encarrega exclusivamente de tirar fotografias monocromáticas, obtendo fotos em preto e branco com uma profundidade muito melhor que a obtida com filtros ou edição.

Apple

A solução de Apple no iPhone 7 Plus é, em primeiro lugar, uma continuação dos modelos anteriores. Combina duas lentes de diferentes aberturas e distância focal com as quais faz um mapa de profundidade. Com a informação obtida, é capaz (de maneira simulada, mas obtendo resultados muito melhores que as propostas anteriores) de conseguir fotos com bokehs espetaculares. Mas é só a primeira parte.

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Graças à distância focal da lente que chamaram de telefoto, 58mm, consegue-se uma ampliação que não prática não é. Ou seja, não há zoom nem ótico nem digital, mas um sistema que troca as lentes, como se trocássemos uma lente de uma câmera reflex, mas sem necessidade de tocar nada físico, apenas um botão. Para fotografias de retrato é ideal, e a única desvantagem que tem é que, ao captar menos luz, não é válido para fotos noturnas.

Alternativas

Via software é possível conseguir resultados “parecidos” aos que esses aparelhos conseguem com câmera dupla. Um aplicativo que o permite em Android é Google Camera, enquanto fabricantes como Samsung incluem a opção (enfoque seletivo) em seu leque de funções de câmera.

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