Colonizar Marte em 2026, ambição ou realidade?

Por , 7 de Outubro de 2016 a las 19:00
Colonizar Marte em 2026, ambição ou realidade?
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Colonizar Marte em 2026, ambição ou realidade?

Por , 7 de Outubro de 2016 a las 19:00

Revisamos se o plano de Elon Musk para colonizar Marte a partir de 2026 é plausível nos aspectos mais relevantes

Praticamente todos os movimentos recentes das empresas de Elon Musk foram ou estão sendo um sucesso. O curioso é que, vistos com perspectiva, quase todas suas ambições pareciam autênticas loucuras. Ninguém achava que Tesla ia influenciar no mercado automobilístico como está fazendo, tanto pela expectativa que geram seus carros, principalmente o Model 3, como pela forma como as grandes empresas estão sentindo a pressão. O mesmo ocorre com a corrida espacial com SpaceX. Com esta, Musk afirmou que em 2026 estará pronta para colonizar Marte. Mas foi muito ambicioso desta vez?

Cabe dizer que não é uma promessa que Musk tenha começado a fazer agora, mas vem defendendo a ideia há tempo.

Chegar a Marte constitui o “menor” dos problemas. É algo que já se conseguiu, sendo Curiosity a última sonda em aterrissar no planeta vermelho, em 2011. Mas claro, o desafio desta vez tem pouco a ver com aterrissar uma sonda para explorar. O desafio é, em primeiro lugar, chegar, conseguir aterrissar e que os tripulantes não morram pelo caminho. Depois disso, começar o estabelecimento de um assentamento para sobreviver e sentar as bases para a posterior colonização a longo prazo.

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A primeira parte do plano parece plausível sob os padrões das promessas que Musk vem fazendo até agora. O Sistema de Transporte Interplanetário, como é chamado agora o Transporte Colonial de Marte devido ao incremento da sua capacidade, será a união da nave com o sistema de lançamento necessário para impulsioná-la. O BFR será a nave reutilizável na qual irá a tripulação e onde serão levados os víveres para a subsistência. Para lançá-la, é necessário um grande foguete, o BFG, cuja construção também está sendo planejada.

Outro dos grandes desafios é a aterrissagem, devido às diferenças de atmosfera em Marte e na Terra, mais ainda quando se quer (é necessário) transportar 100 toneladas. Embora ainda não esteja claro como farão, espera-se que o sistema de aterrissagem seja similar ao de SpaceX, mas em uma escala muito maior. Outro assunto relacionado é o do transporte dos bens para o abastecimento, para o qual serão usados os Red Dragon. Para isso, primeiro passarão por uns testes com envios fantasma, ou seja, sem intenção de alimentar ninguém.

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Há menos certeza com relação à forma de regular o consumo de combustível ou qual usar, embora estejam buscando a maneira de utilizar um que possa ser produzido no local, como o metano líquido. Também não se falou do hábitat, embora seria provável que se parecesse ao que vemos em The Martian.

Em geral, parece que a data pode fazer sentido se a tecnologia para iniciar uma viagem a Marte estiver totalmente pronta até lá. O que parece mais complicado é contar com tudo o necessário para a sobrevivência em Marte sem viagens rápidas e frequentes. Vendo como evoluíram os outros projetos de Musk é provável que as tecnologias estejam avançando a um forte ritmo, mas vendo os problemas que SpaceX enfrenta, e vendo o que custa para superá-los até acertar, parece muito ambicioso pensar hoje em colonizar Marte em apenas 10 anos.

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