China busca favorecer a inovação ensinando as crianças a programar

Por , 21 de Setembro de 2016 a las 07:00
China busca favorecer a inovação ensinando as crianças a programar
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China busca favorecer a inovação ensinando as crianças a programar

Por , 21 de Setembro de 2016 a las 07:00

O ensino da programação na China se estende aos mais jovens em um momento em que o país pretende estabelecer seu futuro como potência econômica.

A educação nas universidades chinesas contempla os estudos em informática como uma categoria de importância. Mas agora parece que o país necessita algo mais e estão surgindo cursos de programação para ensinar aos mais novos esta matéria. A tal ponto que já há crianças de seis anos aprendendo a programar. Parece que isto está se convertendo em uma tendência dentro do país, exatamente quando sua capacidade produtiva está sendo contestada por outros países do sudeste asiático.

É uma das formas de favorecer a imersão na economia digital: ensinar as crianças a programar. Estão fazendo isso nos Estados Unidos e em outros países (no Brasil também há iniciativas encaminhadas a que as crianças se familiarizem com o código). Aos quais se une outro: China.

No ano passado a empresa especializada em formação relacionada com IT lançou em Beijing seu primeiro curso de aulas para aprender a programar destinadas ao público infantil. No princípio compareceram 50 alunos, mas hoje já há mais de 4.000. É um exemplo de como a programação na China está alcançando os mais novos.

Até o momento se trata sobretudo de iniciativas privadas, mas o certo é que o governo chinês já expressou seu interesse por deixar de ser uma economia fabril baseada na potência fabril para ser uma economia que tenha sua pedra angular na inovação técnica e científica.

A capacidade produtiva da China – durante anos assinalada como a fábrica do mundo – vem diminuindo em comparação com a oferta de outros países do sudeste asiático, que trabalham com custos menores. Ao mesmo tempo, a classe média que surgiu já está consolidada, o que provoca uma estagnação do consumo interno.

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O país tem que diversificar suas opções de renda e uma das formas de fazer isso é através da inovação. Se até agora fabricava os dispositivos, agora tem que inventá-los, criar programas, gerar novas empresas. Daí o interesse da China por ensinar programação às novas gerações.

Por outra parte, China está ávida para continuar seu crescimento econômico que, no momento seu mercado interno dificilmente pode garantir, uma vez que o consumo chegou a um ponto de saturação. Ainda há uma enorme parcela da população no país que precisa passar para este segmento, mas, enquanto este processo ocorre, o gigante asiático busca apostar em outras vias.

Tudo o que a China destacar em inovação poderá exportar a outros mercados, resultando em um apoio para sustentar seu crescimento econômico. Na realidade, já existem certas áreas em que o país demonstrou sua capacidade de produzir tecnologia de ponta, como nos supercomputadores. Neste terreno, suas máquinas lideram o ranking das mais potentes.

Imagens: randomwire e Vernon Area Public Library

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