Cybathlon: as primeiras olimpíadas biônicas

Por , 16 de Setembro de 2016 a las 07:00
Cybathlon: as primeiras olimpíadas biônicas
Futuro

Cybathlon: as primeiras olimpíadas biônicas

Por , 16 de Setembro de 2016 a las 07:00

8 de outubro se celebrará na cidade suíça de Kloten as primeiras olimpíadas biônicas, onde o objetivo é suprir as deficiências com tecnologia

Os Jogos Paralímpicos manifesta cada quatro anos a capacidade de superação destes atletas em disciplinas exigentes física e mentalmente. Na Escola Politécnica Federal de Zurique, o professor Robert Riener pensou em organizar um evento internacional onde as competições fossem tão cotidianas quanto cortar pão ou colocar a máquina de lavar e os competidores pudessem paliar sua deficiência com próteses biônicas e dispositivos de tecnologia de ponta.

Assim é como se organizou o primeiro Cybathlon, uma espécie de olimpíadas onde competidores do mundo inteiro usarão dispositivos biônicos, exoesqueletos ou cadeiras de rodas elétricas para realizar as tarefas exigidas pela organização. As provas terão lugar no dia 8 de outubro na cidade suíça de Kloten, ao norte de Zurique.

Este evento é o primeiro de seu tipo a nível internacional, mas a ideia é que nos próximos anos continue sendo celebrado. Desta vez foi a Escola Politécnica Federal de Zurique a organizadora da competição, mas na próxima edição das olimpíadas biônicas, se prevê que o local das provas seja no Reino Unido.

Os diferentes times que competem têm que realizar tarefas próprias de atividades cotidianas, como pode ser subir escadas ou preparar alimentos na cozinha. As dificuldades físicas dos competidores tenta ser suprida com tecnologia, pelo que o evento possui um propósito duplo: enquanto os participantes são animados a se superar, se estimula a pesquisa dos cientistas que trabalham neste campo.

Um motivo para promover a pesquisa

O Cybathlon atua como estimulante, ao propiciar a comunicação entre os competidores, que testam os inventos, e os cientistas, que os criam. Ambos compartilham um objetivo e, graças às olimpíadas biônicas, têm um prazo para melhorar suas marcas. De forma que os competidores praticam e dão seu feedback aos cientistas sobre o funcionamento dos dispositivos.

Num artigo da BBC, uma das cientistas que trabalha com uma equipe que compete no Cybathlon explica um dos benefícios que este evento aporta à pesquisa. Grande parte dos testes deste tipo de dispositivos dirigidos às pessoas com algum tipo de dificuldade física se faz com pessoas que não possuem deficiência.

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O cérebro de uma pessoa com uma deficiência física não funciona da mesma forma que o de uma pessoa sem uma deficiência física não funciona da mesma forma que o de uma pessoa sem a mesma. Tal e como se diz no artigo da BBC, se alguém leva tempo sem poder mover suas pernas a parte de seu cérebro que antes se destinava a este propósito se dedicava a outras tarefas. Pelo que na hora de controlar uma interface cerebral, por exemplo, existirão diferenças importantes com uma pessoa que mova as duas pernas.

Habitualmente é difícil encontrar pessoas com deficiências físicas que estejam dispostas a se submeter a extensas sessões de treinamento nos laboratórios. Mas as olimpíadas biônicas funcionarão como motivação.

Imagens: labfabfr e Cybathlon

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