Constroem um robô mole inspirado num polvo graças à impressão 3D

Por , 31 de Agosto de 2016 a las 19:00
Constroem um robô mole inspirado num polvo graças à impressão 3D
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Constroem um robô mole inspirado num polvo graças à impressão 3D

Por , 31 de Agosto de 2016 a las 19:00

Cientistas da Universidade de Harvard desenvolvem um robô mole, chamado Octobot, que se move sem cabos nem estruturas rígidas

A robótica conta com alguns de seus melhores aliados na natureza. Graças à biomimética, foram criados dispositivos inspirados em insetos, formigas e até mesmo lagartos. O último avanço nesta matéria chegou graças a outra tecnologia prometedora: a impressão 3D, que serviu para criar um robô mole muito parecido com um polvo.

Cientistas da Universidade de Harvard construíram Octobot, um minúsculo polvo de oito braços com uma autonomia inferior a 10 minutos. Seus designers sugerem que este é o primeiro robô, ainda que no passado já pudemos ver dispositivos muito interessantes relacionados com este campo da robótica, conhecido em inglês como soft robotics.

Um avanço da robótica mole

Assim, cientistas das Universidades de Cornell e Harvard apresentaram há alguns anos um robô mole que podia resistir condições climatológicas adversas e trabalhar em situações perigosas em ambientes com materiais corrosivos, luz ultravioleta ou outros agentes potencialmente prejudiciais. Por tanto, falando de maneira estrita, Octobot não é o primeiro robô mole. Outras pesquisas também conseguiram músculos robóticos inspirados na anatomia humana.

Mas o que faz Octobot ser um robô tão especial? O primeiro desafio enfrentado em Harvard foi projetar e fabricar as peças do dispositivo separadamente, graças à impressão 3D, e depois juntá-las. Deste modo puderam criar todos os elementos funcionais necessários para a manutenção deste robô mole inspirado em um polvo.

O trabalho, publicado na revista Nature, mostra também o peculiar sistema para que o robô funcione , denominado pelos pesquisadores como “pneumático”. De acordo com o que explicam no site 3D Printing Industry, uma reação dentro do robô transforma o combustível líquido (peróxido de hidrogênio, a água oxigenada) em um gás, que flui no interior dos braços robóticos. Assim, Octobot se incha de forma que consegue substituir as partes que, normalmente, são rígidas nestes robôs.

O avanço tecnológico conseguido pela Universidade de Harvard se apoia em outros sistemas de fabricação, além da impressão 3D, como a litografia mole e o modelado. Apesar dos bons resultados, os cientistas considera que é importante melhorar a autonomia do robô mole, que dura somente entre três e oito minutos.

Este tempo é muito curto, levando em consideração a importância da robótica e as hipotéticas aplicações que poderia ter Octobot, ainda que, no momento, seja apenas um teste de conceito. Resulta que o grande objetivo era demonstrar que é possível fabricar um robô mole deste tipo. O artigo na Nature mostra o primeiro passo para mudar a forma na que as pessoas interagem com as máquinas. E tudo graças a um curioso robô com forma de polvo.

Imagens | Universidade de Harvard

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