É possível chegar a Proxima b com a tecnologia atual?

Por , 26 de Agosto de 2016 a las 19:00
É possível chegar a Proxima b com a tecnologia atual?
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É possível chegar a Proxima b com a tecnologia atual?

Por , 26 de Agosto de 2016 a las 19:00

Uma equipe de astrônomos descobriu o mundo potencialmente habitável mais próximo: Proxima b. Poderíamos chegar ali com a tecnologia atual?

Um dos grandes sonhos da humanidade é encontrar vida fora da Terra. Ainda que, no momento, isso continue sendo uma utopia, a ciência conseguiu aproximar um pouco este distante desafio. Um grupo de pesquisadores descobriu o mundo potencialmente habitável mais próximo a nós. O exoplaneta, chamado assim porque se encontra fora do nosso sistema solar, se denomina Proxima b. A descoberta deste planeta que orbita ao redor de Proxima Centauri, o astro mais próximo ao Sol, é um passo importante para encontrar “outras Terras”. A busca de planetas habitáveis é um desafio constante para os cientistas que, através da missão Kepler, conseguiram identificar já mais de 3500 planetas com boas condições de habitabilidade.

O fato de que se encontrem novos exoplanetas, como ocorre com Proxima b, não significa que já possamos encontrar vida neles. Uma das condições críticas é a existência de água líquida nestes mundos dado que, ao menos de momento é um fator essencial para a aparição de organismos vivos na Terra. Com o objetivo de estudar detalhadamente este novo planeta, o ideal seria enviar uma missão para conhecer suas características de primeira mão. Mas isto é possível?

Proxima b está a 4 anos luz de nosso planeta. Como explica o astrofísico e divulgador Daniel Marín, a sonda mais veloz fabricada até hoje foi a Voyager-1. Esta nave, lançada em órbita em 1977, foi a primeira em alcançar o espaço interestelar em 2012. Além de ser a missão que mais longe chegou, é também bastante veloz: percorre 61.200km/h. A esta velocidade, a sonda demoraria “somente” 74.000 anos em chegar até o novo exoplaneta. Missão impossível?

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Os avanços científicos e tecnológicos desde 1977 foram numerosos. Também aqueles que se referem a os projetos de exploração espacial. Como Marín coloca em seu blog, a Voyager-1 se locomove por um sistema de propulsão química, mas atualmente está trabalhando nas inovadoras velas solares. Este método de transporte tira proveito dos ventos solares que nosso astro emite em forma de partículas e energia para acelerar as viagens pelo cosmo, como as que poderiam nos levar até Proxima b.

O reconhecido astrofísico e divulgador Carl Sagan foi um dos pioneiros ao mostrar o funcionamento de uma vela assim. Ano passado, uma fundação privada lançou ao espaço o primeiro sistema deste tipo, denominado Lightsail. Os cálculos realizados por Marín postulam que empregar uma vela solar reduziria a viajem a Proxima b até chegar aos 14.000 anos. Um tempo ainda insuficiente para nossa geração, ávida por conhecer mais sobre este misterioso mundo.

O impulso definitivo pode vir da iniciativa Breakthrough Starshot, promovida pelo físico Stephen Hawking e os inversores Yuri Milner e Mark Zuckerberg. O objetivo por trás deste grande projeto, apresentado no mês de abril, era mandar uma pequena sonda (de apenas alguns gramos) até Alfa Centauri, a estrela vizinha de Proxima Centauri. A diminuta nave alcançaria 20% da velocidade da luz, transformando-se na mais rápida da história. Em outras palavras, graças a uma velocidade de 215 milhões de km/h conseguida graças a nanovelas laser, seria possível chegar a Proxima b. Depois da descoberta do novo mundo potencialmente habitável, Hawking, Milner e Zuckerberg decidiram mudar de objetivo e tratar de alcançar o planeta em apenas duas décadas. Tudo graças a os impressionantes avanços tecnológicos dos últimos anos.

Imagens | Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico em Arecibo

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