O menor disco rígido até hoje escreve a informação átomo a átomo

Por , 28 de Julho de 2016 a las 07:00
O menor disco rígido até hoje escreve a informação átomo a átomo
Futuro

O menor disco rígido até hoje escreve a informação átomo a átomo

Por , 28 de Julho de 2016 a las 07:00

Cientistas desenvolvem o menor disco rígido do mundo, que consegue escrever a informação átomo a átomo. Mais um passo para armazenar mais dados em menos espaço.

Cada dia se geram milhões e milhões de dados de informação. Para conseguir armazenar tudo, é fundamental contar com plataformas que ocupem o menor espaço possível. Cientistas da Universidade de Delft levaram este desafio ao extremo: desenvolveram o menor disco rígido construído até hoje que consegue escrever a informação átomo a átomo.

Seu avanço permitiu que esta redução alcance tamanhos mínimos. Isso foi feito depositando átomos de cloro sobre uma superfície de cobre, criando assim um disco rígido de 1kb de memória, no que cada bit está representado pela posição de um átomo de cloro. Esta densidade, de acordo com o pesquisador Sander Otte, permitiria armazenar todos os livros publicados até hoje num espaço do tamanho de um selo postal. Ou, em outras palavras, guardar os dados da Biblioteca Nacional do Congresso dos Estados Unidos em 0,1 milímetros cúbicos.

Os resultados, publicados na revista Nature Nanotechnology, desafiam também os postulados de Richard Feynman, o físico que antecipou o futuro. Em uma de suas famosas aulas na Caltech, o docente explicou que “tinha muito lugar no fundo”, expressão traduzida do inglês com a que postulava a chegada da nanotecnologia. A construção deste pequeno disco rígido no que o microscópio de efeito túnel se aplica para mover os átomos, mostra que é possível armazenar mais dados em menos espaço.

A proposta, de acordo com os cientistas da Delft, abre novas esperanças por sua prometedora estabilidade e escalabilidade. No entanto, a tecnologia desenvolvida não chegará ainda aos datacenters. O motivo é que, pelo menos de momento, o disco rígido só funciona bem em condições de vácuo e a temperaturas de 77K. Com este importante avanço, dizem os pesquisadores, estamos um pouco mais perto de que estas memórias seja uma realidade em nosso dia a dia.

De acordo com Steven erwis, a densidade conseguida é duas ou três vezes a escala que apresenta a tecnologia atual do disco rígido. Ou seja, o trabalho significa um passo para conseguir memórias que possam se reescrever com uma enorme quantidade de informação. Armazenar mais e menos espaço, o resumo que serviria para difundir este revolucionário disco rígido, continua contando com outro desafio: melhorar os tempos de escritura da memória. Erwis aponta que continuam sendo um pouco lentos, já que demoram entre um e dois minutos em ler um “bloco”, enquanto que o tempo é de dez minutos para escrever os dados átoo a átomo neste disco rígido.

Images | Blickpixel (Pixabay)

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