Watson é agora um robô: assim é o primeiro corpo do supercomputador mais famoso do mundo

Por , 27 de Junho de 2016 a las 15:00
Watson é agora um robô: assim é o primeiro corpo do supercomputador mais famoso do mundo
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Watson é agora um robô: assim é o primeiro corpo do supercomputador mais famoso do mundo

Por , 27 de Junho de 2016 a las 15:00

Já passaram cinco anos desde que o supercomputador criado pela IBM vencesse a dos adversários humanos no popular concurso norte-americano Jeopardy! Agora este marco da inteligência artificial foi incorporado em um robô que não só responde a qualquer coisa que lhe perguntem como também se move à vontade.

Durante três dias do já distante fevereiro de 2011, a última e revolucionária criação da IBM foi testada ante os olhos de todo o mundo: seu supercomputador Watson se enfrentava a dois humanos no concurso televisivo norte-americano Jeopardy! para demonstrar suas capacidades. E venceu.

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Ao longo do seguinte lustro, a inteligência artificial da IBM, batizada Watson em honra do fundador da empresa, fez de tudo: foi utilizada em pesquisas médicas, para frear ciberataques, projetou uma cerveja com sabor sentimental, analisar os personagens deGame of Thrones e até entusiastas que desejam que Watson se apresente para as próximas eleições norte-americanas.

No entanto, em todo este tempo, Watson não era mais do que um software, uma quantidade ingente de dados armazenados em um equipamento gigantesco. O próprio sistema navega por este labirinto de informações para procurar e encontrar a resposta às perguntas que lhe formulam, tudo fazendo uso de aprendizado natural.

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Agora Watson tem um corpo. Finalmente, IBM decidiu implantar sua famosa inteligência artificial num robô para mostrar ao mundo quão humana pode chegar a parecer sua criação graças à tecnologia. Aconteceu na conferência organizada pela empresa NVIDIA, GPU. No cenário, Rob High, um dos responsáveis por Watson em IBM. Foi então quando a inteligência artificial pôde ser vista pela primeira vez ocupando o corpo de um robô.

Tratava-se de Nao, o robô da empresa francesa Aldebaran Robotics que mede somente 58 centímetros e pesa pouco mais de 4 quilos. Com este aspecto físico, Watson apareceu em um vídeo apresentado por High. Nele, o robô mantinha uma conversa na que respondia a diferentes perguntas, mas de uma forma nova: tal e como faria um ser humano.

Assim, a fusão entre Watson e Nao deu lugar a um robô que não só respondia com a fala, mas também gesticulava acompanhando suas próprias palavras. Ainda, o robô surpreendeu o público replicando, graças à informação proporcionada por Watson, os movimentos do famoso Gangnam Style, a música do rapper sul-coreano PSY.

O próprio High remarcou durante a conferência que este é o próximo passo da inteligência artificial: obter informações como o estado de ânimo baseando-se nos movimentos dos seres humanos para analisar suas palavras e, ainda por cima, aprender de forma natural essa linguagem gestual. “Há uma conexão natural entre a inteligência artificial e sua encarnação através da robótica”, explicou High na conferência.

Esta união entre o supercomputador da IBM e o robô da Aldebaran Robotics não foi algo pontual para apresenta ao mundo como se comportaria Watson no corpo de um humanoide, mas a companhia já experimentou mais além, na busca incansável de usos práticos para sua inteligência artificial.

Watson habita dentro de Nao num hotel de Virginia, o Hilton McLean. Lá não recebe nenhum desses dois nomes, mas foi batizado como Connie, em honra a Conrad Hilton, fundador da cadeia de hotéis.

Graças aos conhecimentos da inteligência artificial da IBM, Connie é usado na recepção para informar aos hóspedes sobre qualquer tipo de dúvida que tenham sobre as atrações turísticas locais, restaurantes a zona e quaisquer outros serviços.

Como qualquer sistema de inteligência artificial moderno, este robô, cujo cérebro não é mais do que a API de Watson, aprenderá mais quanto mais clientes falem com ele. Será assim como se adaptará e melhorará ainda mais suas recomendações. Mas, fora tudo isso, o big data também poderá ser utilizado pelo hotel>> ao ter acesso às perguntas feitas a Connie, poderá melhorar a experiência de seus hóspedes durante sua estância. “Queremos reimaginar toda a experiência de viagem para que seja mais inteligente, mais fácil e mais agradável para os clientes”, exploca Jonathan Wilson, vice-presidente da cadeia Hilton.

Este é o primeiro uso de um robô cujo cérebro não é outro que Watson, e a primeira ocasião onde o supercomputador se mete no papel de um funcionário de carne e osso. Mas seguramente será apenas o começo: a inteligência artificial começou a tomar forma em humanoides que logo estarão dispostos a fazer de tudo por nós e que sempre terão uma resposta à altura.

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