O projeto espacial para detectar ondas gravitacionais apresenta seus primeiros resultados

Por , 14 de Junho de 2016 a las 19:00
O projeto espacial para detectar ondas gravitacionais apresenta seus primeiros resultados
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O projeto espacial para detectar ondas gravitacionais apresenta seus primeiros resultados

Por , 14 de Junho de 2016 a las 19:00

LISA Pathfinder, a sonda que determinará as bases para detectar as ondas gravitacionais desde o espaço, apresentou seus primeiros resultados

Há pouco mais de um século atrás, Albert Einstein postulava a famosa teoria da relatividade. A partir daquelas equações, o físico realizava sua última grande previsão: a existência das ondas gravitacionais. De acordo com seus cálculos, os objetos acelerados eram capazes de produzir distorções no espaço-tempo que se propagavam no universo.

Ao serem detectados, os “sussurros cósmicos” nos permitiriam “escutar” fenômenos tão intensos como intrigantes. A explosão de supernovas, a colisão dos buracos negros ou inclusive o Big Bang seriam alguns dos eventos que poderíamos conhecer melhor graças às ondas gravitacionais. Mas era correta a previsão de Einstein? Em fevereiro passado, cientistas do projeto Advanced LIGO conseguiu detectar pela primeira vez ondas gravitacionais. Esses ecos vinham da colisão de dois buracos negros, ocorrida há mil trezentos bilhões de anos.

A previsão de Einstein se cumpria com o que, provavelmente, seja o descobrimento científico do ano. Mas, as boas notícias não ficam por aqui. No início de dezembro de 2015, a Agência Espacial Europeia (ESA), lançava a missão LISA Pathfinder, com a qual pretendia testar a tecnologia para detectar as ondas gravitacionais desde o espaço. A sonda, situada a 1,5 milhões de quilômetros da Terra, está assentando as bases para um futuro observatório espacial.

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LISA Pathfinder apresentou seus primeiros resultados, superando as expectativas dos próprios cientistas. Após dois meses de operações, os resultados publicados na revista Physical Review Letters, demonstram que “os dois cubos localizados na nave encontram-se em queda livre, sob a influência exclusiva da gravidade e sem submeter-se a outras forças externas, com uma precisão mais de cinco vezes maior do que o exigido inicialmente”, explicam na ESA.

Provar que esta tecnologia funciona perfeitamente de maneira que as massas são praticamente imóveis, uma referente a outra com uma aceleração inferior à décima milionésima da milésima milionésima da gravidade terrestre, é um êxito da agência. Seus resultados iniciais, mostram que será possível detectar ondas gravitacionais a partir do espaço, através da determinação de minúsculas mudanças nestes cubos em queda livre. Isto será possível dentro de uns quinze anos, quando se complete a construção do grande observatório espacial que nos permita escutar as ondas gravitacionais procedentes de fenômenos exóticos e energéticos do universo.

Imagens | Agência Espacial Europeia, Lisa Pathfinder-ESA

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