A moto conectada mais solidária e tecnológica está dando a volta ao mundo

Por , 13 de Junho de 2016 a las 19:00
A moto conectada mais solidária e tecnológica está dando a volta ao mundo
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A moto conectada mais solidária e tecnológica está dando a volta ao mundo

Por , 13 de Junho de 2016 a las 19:00

A aventura Telefônica Yamaha Globalrider arranca com as melhores tecnologias IoT, capazes de retransmitir dados telemétricos em tempo real

Hugo Scagnetti sofreu uma necrose avascular de cabeça do fêmur. Uma doença que provoca muita dor, limitação da mobilidade e manqueira. Diante deste problema há duas opções a serem consideradas: ver o lado mais negativo da doença, esperar que os outros resolvam o problema e deixar-se levar pela situação; ou ver o lado positivo, vivenciar a experiência como uma nova oportunidade e ajudar a resolver o problema procurando soluções. Esta última foi a atitude que Hugo decidiu tomar. Prometeu a si mesmo que, se voltava a caminhar, daria a volta ao mundo em moto para arrecadar fundos para a pesquisa no campo da medicina regenerativa para crianças e jovens com células-tronco. Como confessava Hugo, “se serviu para algo passar por esta doença, foi para ver quais são os problemas reais que provoca e para perceber que as crianças têm muitas mais dificuldades para melhorar e, por isso, me concentro em ajudá-los”.

Um momento mágico

Apenas 13 meses depois, seu sonho se transformou em realidade. O projeto Telefônica Yamaha Globalrider surgiu no dia 27 de maio na sede da Telefônica para dar a primera volta ao mundo em 80 dias na primeira “moto conectada”. Um aventura na que Hugo e a moto percorrerão 37.000km através de países como França, Itália, Grécia e Turquia, as repúblicas de Geórgia, Azerbaijão, Uzbequistão, Cazaquistão e Quirguistão, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido. “O desafio é psicológico, porque ao dar a volta ao mundo em uma moto, chega um momento no que se pode sofrer o efeito da solidão. Você começa sentir falta de casa, seus filhos e é aí que entra a inteireza da mente para não sucumbir e desfrutar da situação”, explica Hugo.

Durante todo este percurso, moto e motoqueiro estarão totalmente conectados, retransmitindo em tempo real da velocidade que leva até suas emoções, passando pela pressão dos pneus. Nesta aventura, Hugo “espera encontrar gente solidária com vontade de ajudar”.

Resulta que a forma que Scagnetti vai ter de aproximar-se às culturas que for visitando vai ser através da música, vivências pessoais e o uso da tecnologia. Sob esta premissa e com todas suas vivências, produzirá uma série documental para Movistar. Os direitos desta distribuição irão para a equipe de pesquisa do Servicio de Hematología del Hospita Puerta de Hierro e o serviço de traumatologia do Hospital La Paz de Madri, que trabalham conjuntamente no tratamento da necrose avascular com células-tronco.

O desenvolvimento da primeira moto conectada espanhola

O projeto da moto conectada se sustenta sobre três aspectos essenciais: o apoio à pesquisa com células-tronco para a regeneração de tecidos, que no fim das contas é um benefício público para todos. “Uma segunda parte tem a ver com o fato de que Telefônica, como empresa, é capaz de colocar a tecnologia à disposição de serviços que todos desfrutamos e de levá-los ao limite em situações extremas, como ocorre neste caso com a produção de conteúdos multimídia com fins solidários. Este aspecto foi o mais trabalho por Telefônica com Yamaha e 26 partners tecnológicos para equipar o veículo com sensores e transmitir dados telemétricos em tempo real na grande travessia. Um terceiro ítem é a criação de ambientes onde os partners e Telefônica foram capazes de trabalhar em conjunto para desenvolver a melhor tecnologia a disposição das pessoas”, explicar javier Magdalena Pinilla, diretor de Transformação Digital e T. Soluções na Telefônica Espanha.

Hugo Scagnetti viajará numa Yamaha SuperTénéré XT1200Z totalmente equipada, que incorpora uma passarela de IoT, capaz de captar dados recopilados por sensores e enviá-los graças à plataforma Smart M2M da Telefônica na nuvem, permitindo desta forma a leitura em tempo real de parâmetros como a temperatura, os gases, a pressão, a inclinação ou a aceleração da moto, assim como sua integração num mapa georreferenciado. Para o motociclista, ir com uma moto conectada significará ir acompanhado pela tecnologia e, além do mais, vai implicar a possibilidade de compartilhar informação gerada ao longo desses 80 dias.

O serviço de conectividade gerenciada Smartm2m com SIM Global vai se encarregar da dar cobertura em todo o trajeto graças aos acordos de roaming da Telefônica, enviando informação segura para a nuvem onde se processará para fazer gráficos e geoposicionar estas medidas. Além do mais, contará com um GPS Premium com inovadoras ferramentas de navegação, assim como telas táteis de alta sensibilidade, para que seja compatíveis com o uso das luvas. Hugo levará uma luva especialmente projetada para a aventura que captará toda sua atividade bioelétrica da pele e facilitará informação sobre as emoções e processos cognitivos.

Para a geração dos conteúdos multimídia, o piloto levará diferentes câmeras, tanto integradas na moto como na mão; um notebook ultraleve para poder jogar as imagens e um drone de 500 gramas com uma câmera com objetivo olho de peixe integrado, que se estabiliza digitalmente em três eixos e grava vídeos Full HD. O drone se usará unicamente nos países em que este permitido seu voo. Estas imagens poderão ser vistas ao vivo na tela do dispositivo, e Hugo poderá modifica-las de forma digital através do ângulo da câmera em 180o unicamente deslizando o dedo pela tela. Parte do conteúdo que for sendo gerado irá para a nuvem, e parte se armazenará em cartões de memória, USB e discos SSD para que quando termine seja possível fazer um documentário.

A volta ao mundo em 80 dias poderá ser seguida através deste site: www.telefonica.yamaha.globalrider.org

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