Os humanos também mandam robôs para o olho da rua

Por , 6 de Junho de 2016 a las 07:00
Os humanos também mandam robôs para o olho da rua
Futuro

Os humanos também mandam robôs para o olho da rua

Por , 6 de Junho de 2016 a las 07:00

Há alguns anos vem acontecendo em diferentes meios o debate sobre se os robôs eliminarão milhões de postos de trabalho, levando à sociedade a uma situação de crise, mas a coisa não está tão clara e algumas vezes acontece o processo inverso: robôs que são substituídos por humanos.

Este debate começou no meio acadêmico, em concreto uma pesquisa da Universidade de Oxford que analisava 702 atividades laborais e calculava o risco de que em 2020 tais atividades fossem automatizadas. A preocupação se espalhou como um rastilho de pólvora, e nos seguintes meses centenas de notícias inundaram os jornais, ecoando esta realidade como mencionamos em um post anterior.

Que as tecnologias tiveram muita capacidade de transformar o mercado laboral é uma realidade, mas uma análise mais profunda nos deve fazer pensar que a implantação das tecnologias tem uma dupla implicação, por um lado, destroem determinados postos de trabalho, mas por outro também têm grande capacidade de criar novos empregos, pense, por exemplo, na informática.

No caso dos robôs, sejam físicos ou simplesmente bots informáticos que rodam em um computador, a diferença de hoje com referência ao que já existia há anos, e inclusive décadas, foi a incorporação da inteligência artificial mais avançada que permitiria a introdução da capacidade cognitiva.

Sobre as possibilidades e limites desta “capacidade cognitiva” também se escreveu muito. Alguns especialistas estão completamente convencido, de que os novos sistemas terão uma espécie de inteligência que, de certo modo, será semelhante à dos humanos e que em breve transformará o homem em um mero espectador no sistema produtivo, uma utopia ou distopia (não saberia dizer qual dos dois conceitos encaixa melhor) tratada em numerosos filmes de ficção científica. Outros especialistas consideram que os sistemas, por mais avançados que sejam, não chegariam a ter algo parecido ao que chamamos inteligência e que simplesmente nos facilitarão a realização de certos trabalhos, mas sempre sob a premissa de que será uma mera simulação da inteligência.

Entre os que defendem a primeira opção, o argumento mais comum é este e, entre os que defendem o contrário, os argumentos estão coletados no seguinte post.

Apesar de que a tendência dominante é pensar na primeira opção e o número de notícias sobre a substituição dos trabalhadores por máquinas domina na atualidade, também os meios começam a noticiar os casos onde acontece a situação contrária e são as pessoas que estão enviando os robôs para o desemprego. A seguir mostramos duas delas:

  • Um restaurante na China acaba de “despedir” a todo seu staff formado por robôs (isso sim, sem indenização) porque não eram capazes de realizar sua atividade corretamente, depois de tê-los adquirido pelo preço de US$ 7.000 cada um.

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  • A empresa automobilística Mercedes também decidiu substituir robôs por pessoas naquelas etapas da linha de produção onde uma ação mais individualizada era necessária. Devido à maior flexibilidade dos humanos e a seus tempos menores de reação para enfrentar mudanças, a empresa automobilística tomou esta decisão contrária à tendência geral do mercado.

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Trata-se de dois exemplos que podem nos dar pistas de como pode evoluir a rivalidade homem robô na hora de enfrentar o trabalho. Mostram-nos que, apesar de que o avanço no mundo laboral dos robôs seja muito grande, quando as atividades necessitam uma boa dose de flexibilidade e capacidade de interpretar o ambiente, os humanos de momento são superiores.

Por este motivo é fundamental que as pessoas orientem sua vida laboral àqueles aspectos onde somos melhores e de momento nada parece indicar que vamos deixar de sê-lo a curto prazo. Sem dúvida alguma, a formação para adaptarmo-nos a esta mudança e também cultivar aspectos como a criatividade ao longo do sistema educativo serão nossa melhor proteção para manter nosso emprego e inclusive para “aposentar” a algumas destas máquinas.

Este post, foi publicado antes no La Cofa, o blog da Fundação Telefônica.

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