A tecnologia já permite detectar “rastros fantasma” de glúten

Por , 4 de Junho de 2016 a las 12:00
A tecnologia já permite detectar “rastros fantasma” de glúten
Saúde

A tecnologia já permite detectar “rastros fantasma” de glúten

Por , 4 de Junho de 2016 a las 12:00

A universidade de Oviedo desenvolve uma técnica que consegue detectar rastros de glúten que antes eram impossíveis de determinar. Seu avanço melhorará a saúde dos celíacos

A detecção de proteínas alergênicas como o glúten é um dos passos mais importantes na produção alimentícia. Por não conseguir determinar sua presença de forma eficaz, é possível que os consumidores tenham sérios problemas de saúde na hora de comer. Os sistemas convencionais permitiam identificar a presença de 20mg de glúten por quilo de alimento. Mas esta capacidade não era suficiente para os pacientes celíacos mais sensíveis. Uma pesquisa da Universidade de Oviedo conseguiu superar esta barreira e detectar “rastros fantasma” de glúten até agora indetermináveis.

Os cientistas conseguiram desenvolver uma técnica que melhora e abarata a detecção de glúten nos alimentos. Além do mais, seu método conseguiu diferenciar a presença destas proteínas alergênicas em diferentes famílias de cereais, uma boa notícia para pessoas afetadas pela doença celíaca. A tecnologia é fruto de uma pesquisa que arrancou em 2010 e que pode ajudar à indústria e às repartições a melhorar a segurança alimentícia.

Os celíacos padecem de uma intolerância ao glúten, um problema de saúde presente em 1% da população mundial. E, no entanto, os afetados ainda não contam com um tratamento de cara à doença. A única forma de evitar a doença celíaca é seguir uma dieta sem glúten, o conjunto de proteínas presentes em alguns cereais. De acordo com as guias da OMS e da FAO, os limites de glúten em alimentos não devem superar os 20mg/kg. No entanto, as pessoas mais sensíveis também sofrem problemas de intolerância por culpa destes “rastros fantasma”.

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Detectar estes restos invisíveis é fundamental para evitar qualquer tipo de prejuízo aos celíacos. Nesse sentido, a própria Federación de Asociaciones de Celíacos de España somente entrega sua “marca de qualidade” àqueles produtos que não contenham quantidades superiores aos 10mg/kg de alimento. A contribuição da Universidade de Oviedo consegue precisamente uma técnica que determina a presença de rastros antes consideradas como “fantasma”, ainda que continuassem provocando danos nas pessoas mais sensíveis.

O método consiste em usar reativos obtidos de forma sintética, ao contrário dos imunorreativos que se usam hoje em dia e se originam em animais. Sua tecnologia permite determinar a presença de até 0,5mg/kg de glúten na comida, algo impensável até agora.

De acordo com a técnica, patenteada na Espanha e publicada em diversas revistas científicas, também se poderá distinguir glúten em cereais como o trigo, a cevada, o centeio, a aveia, o milho, a soja ou o arroz. Alguns deles se consideravam, até agora, seguros, dado que era impossível determinar a existência de ditos “rastros fantasma”. Além de afinar a detecção, os cientistas da Universidade de Oviedo melhoram a segurança alimentícia das pessoas afetadas pela doença celíaca.

Imagens |Universidade de Oviedo, Giampimix (Pixabay)

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