Um rim que cabe num chip para melhorar a medicina

Por , 31 de Maio de 2016 a las 19:00
Um rim que cabe num chip para melhorar a medicina
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Um rim que cabe num chip para melhorar a medicina

Por , 31 de Maio de 2016 a las 19:00

Cientistas da Universidade de Michigan desenvolveram um rim que cabe num chip, com o que melhorar a investigação de medicamentos e sua aplicação clínica.

A impressão 3D nos permitiu desenvolver vasos sanguíneos no laboratório. Não é o único órgão artificial que o ser humano conseguiu criar fora do organismo. Os cultivos celulares estão por trás da fabricação de “minifígados”, que nos permitem sonhar com um futuro onde poderemos gerar órgãos ou tecidos segundo a necessidade. E ainda que este objetivo esteja longe de ser realidade, as pesquisas tratam de avançar para melhorar os transplantes e outras áreas da medicina.

A Universidade de Michigan apresentou um trabalho recente que pode servir no desenvolvimento de fármacos, ajudando a melhorar a eficácia na dosagem de medicamentos. Os cientistas implementaram um sistema chamado rim em um chip com o que, através de um dispositivo microfluídico, pretendem mimetizar a atividade destes órgãos no laboratório. Desta maneira, têm como objetivo ver o que ocorre quando um fármaco atravessa o rim e seus possíveis efeitos colaterais sobre as células renais.

De acordo com suas conclusões, o rim que cabe em um chip pode melhorar a eficácia da dosagem dos medicamentos. Este problema é especialmente importante nas unidades de cuidados intensivos, onde resulta fundamental determinar a toxicidade de aplicação dos fármacos. Resulta que, de acordo com os pesquisadores, dois terços das pessoas internadas nestas áreas sofrem problemas de rim. Num 20% dos casos, trata-se justamente de doses demasiado tóxicas dos medicamentos.

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Determinar qual é a dose adequada de um fármaco não é tarefa fácil. Fora os estudos realizados em modelos animais, as pesquisas clínicas em seres humanos tratam de garantir que o medicamento estudado não seja apenas eficaz, como também seguro. Mas, às vezes, estas análises não são suficientes e não se estima de forma correta seus efeitos. Por isso, contar com mais ferramentas para detectar uma possível toxicidade é um avanço em medicina. E isto é, precisamente, o que consegue o rim que cabe num chip, asseveram os cientistas.

O sistema simula o processo de filtração que se dá no rim, oferecendo umas conclusões muito mais exatas sobre seu impacto e comportamento dentro do organismo. No estudo apresentado, os pesquisadores da universidade de Michigan testara os efeitos da gentamicina, um dos antibióticos mais usados nas unidades de cuidados intensivos. Desta forma viram que uma única administração diária do fármaco produzo menos danos que a aplicação continuada. Seus resultados foram publicados na revista Biofabrication e demostram como a tecnologia pode complementar outro tipo de pesquisas convencionais para melhorar nossa saúde.

Imagens| Universidade de Michigan

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