Realidade virtual: lazer e negócio

Por , 23 de Maio de 2016 a las 07:00
Realidade virtual: lazer e negócio
empresa

Realidade virtual: lazer e negócio

Por , 23 de Maio de 2016 a las 07:00

As possibilidades da realidade virtual para os videogames é inegável, mas seus braços abarcam muito mais que o lazer.

Comprovamos isso no dia 11 de maio, no encontro VR2B 2016 promocionado pela divisão Blue Attack da empresa de computadores Mountain, em colaboração com CREATE 360º, HTC e Microsoft, na sede da empresa em Madri.

O objetivo do encontro, fora qualquer apresentação de produtos, era convencer as empresas e marcas dos benefícios de aplicar a realidade virtual em seu negócio.

Talvez seja pelo hype do momento: uma tecnologia que, finalmente, está chegando a um mercado mais popular mais popular quando, antes era tema de filmes de ficção científica e gente com muito dinheiro, mas também é possível que o nível de imersão que permite a narrativa da realidade virtual nos chegue de uma forma mais próxima que outras mídias às que estamos mais acostumados; de qualquer forma, quando falamos de realidade virtual, falamos de experiências e gerar experiência com o cliente é um poderoso método de engagement.

VRmarcas3

No entanto, devemos ressaltar que nem tudo é suscetível de ser contado desta forma. A realidade virtual é um sonho antigo trazido à realidade, mas sua linguagem ainda é algo bastante novo que deve ser adaptado ao storytelling da marca e não ao contrário. Se uma história não pede ser contada em realidade virtual, melhor usar qualquer outra mídia.

Como comentava Roberto Romero de Future Lighthouse, devemos resistir à tentação de bombardear os clientes com experiências de realidade virtual pelo simples fato de poder fazê-lo. Uma experiência bem desenvolvida é chave para engajar com o cliente e para isso estão as produtoras de conteúdo como a de Romero ou New Horizon Studios; cabe aos desenvolvedores e criadores educar o público e as marcas com conteúdo de qualidade para alimentar aos visores famintos.

No entanto, se você acha que a realidade virtual se limita a ser um novo canal de comunicação no qual imergir o cliente num storytelling, pense de novo. Antonio Muñoz, da HTC VIVE, enumerou as diferentes aplicações que pode ter a realidade virtual no universo empresarial:

  • no design de produto: já não é necessário gastar materiais para construir modelos, sem contar com a economia de tempo
  • testing: é bastante mais barato comprovar em um entorno virtual se um deseign funciona ou não
  • fabricação: planos, construção e testes no processo de fabricação
  • treinamento: simular experiências e situações sem perigo iminente nem possíveis danos para as pessoas nem equipamentos caros
  • showroom de produtos: catálogos de móveis ou carros numa loja física de espaço reduzido com a possibilidade de comparar entre diferentes produtos e testá-los em outro espaço.

Sem contar com que vários profissionais podem colaborar a distância no desenvolvimento de um mesmo produto.

VRmarcas2

Assim, se você pensava que a realidade virtual não era nada mais do que videogames e vídeos 360º de concertos e viagens ou se você achava que tudo isso não era mis dou que outra fad, é melhor começar a repensar seus conceitos. Romero nos comentava que 2016 é o ano da realidade virtual porque, pela primeira vez, os consumidores têm acesso ao hardware e os desenvolvedores levam anos trabalhando “nas sombras” para trazer conteúdo de qualidade, Diante de um mercado cuja tendência é se tornar cada vez mais popular, não deixa que sua empresa fique fora dessa nova tela!

Texto Anterior

Sites para guardar nos favoritos porque algum dia serão úteis

Sites para guardar nos favoritos porque algum dia serão úteis
Próximo Texto

Como é a inovação no setor da indústria agroalimentária?

Como é a inovação no setor da indústria agroalimentária?

Recomendados