Como é a inovação no setor da indústria agroalimentária?

Por , 23 de Maio de 2016 a las 15:00
Como é a inovação no setor da indústria agroalimentária?
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Como é a inovação no setor da indústria agroalimentária?

Por , 23 de Maio de 2016 a las 15:00

É necessário renovar ideias não apenas com o P&D das empresas, como também com a inovação aberta

As empresas de ponta do setor alimentício espanhol levam anos trabalhando num tipo de inovação contínua e sustentável centrada por tradição numa classe concreta de produtos a partir da qual procuram antecipar gostos e necessidades dos consumidores. Esse modelo está correto e continua sendo necessário, mas no atual ambiente já não é suficiente. É preciso complementá-lo com um sistema de inovações rompedoras, pelo que as startups têm muito que aportar às grandes empresas com suas ideias originais. Deste modo a indústria agroalimentar será capaz de gerar novos produtos e de interpretar as necessidades e as tendências do consumo, para poder tomar a dianteira e oferecer soluções diferentes e eficazes.

No quadro da palestra organizada por Calidad Pascual para a apresentação de seus prêmiso Pascual Startup, Enrique García Agüera, diretor do Colegio San Gabriel assinalou: “devemos pensar o que o consumidor vai querer depois de amanhã”. Assim, empreendedores e especialistas de empresas que colaboram nesta iniciativa de Calidad Pascual, como IBM e Telefônica Open Future_ debateram sobre como se pode fomentar a inovação aberta e colaborativa num setor tradicional como o agroalimentar.

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Um setor no que a exigência dos clientes é cada vez maior. Querem produtos bons, saudáveis e no menor tempo possível desde que o demandam. Mas, além de ter que oferecer produtos diferentes e experiências únicas, os consumidores querem informação. Assim, a inovação não só deve ser analisada desde o lado do produto, mas também devemos avançar para satisfazer essas demandas, pelo que é necessário “renovar ideias não só com o P&D das empresas, como também com a inovação aberta, que é complementária” como assevera Valentín Fernández García, Diretor Global de Desenvolvimento de Negócio e Alianças da Telefônica Open Future_. Resulta que “se sua empresa não chega aos níveis de transformação que exige a situação atual deve se apoiar em empresas menores, que é o que faz Telefônica com as startups de seu programa de empreendimento”, continua Valentín.

Por outra parte, um dos principais aspectos que mudaram e que afeta tanto as empresas deste e de qualquer outro mercado é que: “já não só devemos procurar em empresas do próprio setor, mas também podem chegar outras diretamente e se meter no próprio mercado”, como certifica Juan Andrés Avilés Sánchez, Chief Technology Officer Enterprise Business de IBM. Isto é algo para o que “as empresas devem estar preparadas”.

Sem dúvida o grande desafio para a indústria agroalimentar é conseguir ter uma cadeia de valor equilibrada entre os agricultores, pecuaristas, produtores, distribuidores e demais atores do setor. Como comenta Óscar Manuel Hernández, diretor de Relações Institucionais de Calidad Pascual, conseguir esse equilíbrio é um dos objetivos que devem perseguir junto a ser capazes de satisfazer as demandas de nutrição, saúde e qualidade que exigem os consumidores. E deve ser feito respeitando a natureza.

Por último, Michael de José, diretor de Serviços TIC e Oficina Digital de Calidad Pascual, também defende a colaboração entre grandes empresas e startups para conseguir produtos inovadores e na mesma linha que seu colega, se mostra entusiasmado e ambicioso: “quanto mais rompedora é uma ideia, mais difícil é trazê-la à realidade, mas esse é o desafio”.

Este post foi publicado originalmente no site de Open Future_

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