Como melhorar a eficácia dos tratamentos contra o HIV?

Por , 20 de Maio de 2016 a las 19:00
Como melhorar a eficácia dos tratamentos contra o HIV?
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Como melhorar a eficácia dos tratamentos contra o HIV?

Por , 20 de Maio de 2016 a las 19:00

Cientistas utilizam a supercomputação para melhorar a eficácia dos tratamentos contra o HIV. Assim poderemos esquiva as transformações do vírus.

A medicina personalizada tem como objetivo adaptar o tratamento de uma doença em função de sua origem e o paciente ao que afete. Nesse sentido, as terapias poderão ser adaptadas de acordo com a causa da patologia ou genoma da pessoa, entre os fatores.

Um dos exemplos clássicos onde a medicina personalizada pode aportar grandes ferrametnas é a luta contra a infecção por HIV. O vírus da imunodeficiência humana é conhecido por mutar rapidamente para esquivar os tratamentos antirretrovirais. Como podemos evitar que esto aconteça?

Cientistas do Centro de Supercomputação de Barcelona e do IrsiCaixa desenvolveram uma plataforma bioinformática, que tem como objetivo sequenciar o DNA, predizer as mutações do HIV, realizar a modelização computacional das proteínas e determinar como se unirão as moléculas víricas ao fármaco escolhido. Deste modo, por exemplo, os pesquisadores podem antecipar a eficácia de terapias como amprenavir e darunavir.

Em palavras de Víctor Guallar, principal desenvolvedor do sistema PELÉ, este é “um dos primeiros passos significativos do que será a medicina personalizada, com a que os tratamentos serão decididos depois de analisar geneticamente os causantes das doenças de cada paciente e qual fármaco pode ser mais eficaz em cada caso concreto”. Ou seja, o trabalho publicado em Journal of Chemical Information and Modeling demonstrou que é possível enlaçar o diagnóstico clínico do HIV com a modelização computacional e as técnicas bioinformáticas, para assim definir melhor as terapis antirretrovirais e até afinar de maneira mais precisa a procura e o desenvolvimento de medicamentos inovadores.

Atualmente só é possível conhecer as mutações do HIV baseando-se em dados obtidos de outros pacientes. Isto limita muito a prática clínica, pois é possível que o vírus que infetou o indivíduo tenha experimentado outras mutações importantes. Trata-se, por tanto, de informação acumulativa obtida através da experiência clínica e não em tempo real.

Deste modo, de acordo com os resultados publicados, é possível predizer a eficácia dos tratamentos antirretrovirais que se aplicarão à pessoa afetada em função das mutações do vírus que tenha atacado. Um passo mais na implementação da medicina personalizada, que se apoia na supercomputação e em bioinformática para melhorar a eficiência dos tratamentos, desenvolver novas terapias e, em última instância, salvar a vida dos pacientes afetados pelo vírus da imunodeficiência humana.

Imagens | NIAID (Flickr)

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