Videogames como simuladores para conscientizar a sociedade

Por , 19 de Abril de 2016 a las 15:00
Videogames como simuladores para conscientizar a sociedade
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Videogames como simuladores para conscientizar a sociedade

Por , 19 de Abril de 2016 a las 15:00

Os videogames, além de servir como ferramentas de lazer, também podem ser aplicados na educação ou para a conscientização da sociedade. Os exemplos da Anistia Internacional ou o Real Lives demonstram

Os videogames causaram polêmica há anos, quando se pensava que os criados com estratégias de violência e outros temas poderiam afetar aos usuários. Porém, nada mais distante da realidade. Longe de serem nocivos, foi comprovado que podem ajudar a nossa saúde estimulando o cérebro e podem ser uma ferramenta interessante na educação. Outros programas, como este do MIT, nos permitem avançar na ciência mapeando nosso sistema nervoso central. Inclusive alguns videogames foram associados com um incremento da produtividade.

O lado mais social deste tipo de videogames começa também a ser explorado nos últimos anos. Nesse sentido, por exemplo, a organização de direitos humanos Anistia Internacional criou B3h1nd, um jogo que pretende divulgar os perigos do uso de drones com fins militares.

É que, apesar dos diversos beneficios e aplicações positivas que apresentam estes veículos, os drones também possuem um particular “lado escuro”. De acordo com Christopher Heyns, relator da ONU, “se os mais de 70 estados que possuem esta tecnologia a utilizassem com fins militares, o mundo inteiro se transformaria em um verdadeiro campo de batalha”. Isto levou a Anistia Internacional a criar um videogame para conscientizar, e assim evitar que morram pessoas inocentes pela utilização desta tecnologia como fim militar. O jogo está disponível tanto na App Store como na Play Store.

B3h1nd não é o único videogame com esta função social. Real Lives utiliza esta mesma perspectiva, nos permitindo utilizar um simulador, onde podemos viver como uma pessoa de qualquer região do planeta. O objetivo é que os jogadores vejam as diferenças geográficas, sociais, políticas e econômicas de qualquer outro individuo que tenha nascido em qualquer lugar do mundo diferente do nosso. A ideia, neste caso, vai além de conscientizar, já que os autores deste tipo de videogames pretendem aumentar a empatia dos usuários e incentivar seu interesse e a aprendizagem sobre outros países e regiões.

Estes dois exemplos mostram que o mundo dos videogames possui interessantes aplicações, nem sempre conhecidas, que podem ser aproveitadas por organizações de direitos humanos, ativistas ou professores. O objetivo é simples: tamanho é o êxito que apresentam estes jogos entre os jovens, que torna possível melhorar sua educação, cultura e consciência social aplicando estas ferramentas de lazer.

Imagens | Wlodi (Flickr)

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