Algumas dicas de como nos relacionaremos com a tecnologia em 2035

Por , 26 de Março de 2016 a las 12:00
Algumas dicas de como nos relacionaremos com a tecnologia em 2035
Futuro

Algumas dicas de como nos relacionaremos com a tecnologia em 2035

Por , 26 de Março de 2016 a las 12:00

Normalmente associamos os museus com lugares onde visitar nossa história. Em Dubai se propuseram acabar com esta percepção, projetando o conceito de museu visando o futuro: o Museu dos Serviços da Administração do Futuro.

O Museu dos Serviços da Administração do Futuro reúne como um bom governo deve abraçar as tecnologias para conectar com os cidadãos, e no futuro uma atividade fundamental de um bom governo deve ser, tornar acessível o uso destas tecnologias e fomentar sua utilização.

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Figura 1. Sala virtual no Museum of Future Government Services

Como um passo mais deste pequeno país em sua intenção de olhar em direção ao futuro, acaba de abrir suas portas, o Museu do Futuro. Mesmo que neste momento seja só um avance do que será o museu quando estiver em sua localização final, a verdade é que oferece boas dicas sobre como o grupo de futuristas que são os responsáveis do projeto intuem sobre o mundo dentro de 20 anos, ou seja, no ano de 2035. As inovações (até agora protótipos em estado inicial ou simplesmente visões) mais importantes que foram apresentadas são:

  • NewKnees, estruturas que colocadas nos joelhos aumentam as habilidades humanas para correr e saltar.
  • GeckoTips, pequenas estruturas que colocadas nas pontas dos dedos nos permitem escalar paredes como spiderman
  • EyeShare, permite ter acesso ao que outras pessoas como amigos e seguidores das redes sociais estão vendo.
  • MoodView, análise das emoções das pessoas em tempo real que proporciona um feedback com o que dizer e de que maneira atuar.
  • Meditation-Pah, tecnologia que permitirá momentos de verdadeira calma graças à capacidade de desconectar temporariamente as mensagens que entram diretamente no cérebro
  • AutoLinguas, pequenos fones de ouvido, que fornecem tradução instantânea da linguagem.

Se tratam de protótipos que ainda não estão prontos para a comercialização, no entanto, a naturaleza das inovações que surgem nos oferecem uma boa informação sobre o caminho que possivelmente tomará a tecnologia no futuro. Em todos estes casos, se vislumbra que muitas tecnologias que terão sucesso no futuro, terão como objetivo facilitar o sonho do ser humano de ter mais desenvolvidas suas habilidades físicas e também possuir outras novas. Então, joelhos que permitem caminhar mais rápido e saltar mais alto, e dispositivos que nos permitam subir pelas paredes, parecem cumprir um anseio perseguido pelo ser humano de ser mais forte e de lutar contra as limitações físicas de sua natureza.

Também se observa como as novas tecnologias consideram não somente a parte física da pessoa, mas também seu interior, suas emoções. Este é o tema que abordam os aplicativos Moodview e Meditation–Pah. O primeiro permite um modelo de interação com as máquinas com o qual nossas emoções são uma variável com outra qualquer que deva ser considerada. O segundo aplicativo de certa maneira parece contradizer o mantra das tecnologias da informação de que todos devemos estar continuamente conectados em uma espécie de vida online paralela, e o que propõe é que possamos desconectar do mundo virtual quando convenha, com a intenção de relaxar-nos ou concentrar-nos em nosso presente físico, nosso aqui e agora como diria Heidegger.

No caso de Autolinguas, o foco são as comunicações e propõe derrubar as barreiras da linguagem para voltar ao mundo anterior à Torre de Babel. Outras inovações como EyeShare levam ao extremo a comunicação com nossos amigos e círculos sociais. Poderemos compartilhar com os demais o que vemos e também o que ouvimos, desta forma será possível dizer a alguém: ”vá ao cinema por mim e quando comece o filme, me empreste seus olhos”. Já não estaríamos comunicados, estaríamos conectados com nossas relações, as redes sociais levadas ao extremo.

Como se pode observar nesta rápida exposição do conteúdo do museu, a visão de seus criadores coloca o homem no centro do desenvolvimento. O objetivo principal das novas tecnologias será dar outras habilidades às pessoas ou facilitar que às máquinas entendam melhor às pessoas, considerando inclusive suas emoções. Não nos aguarda, portanto, uma tecnologia fria e distante que alguns filmes de ficção científica antecipam, mas uma tecnologia próxima que considera as necessidades das pessoas. Será uma utopia? A resposta em 2035.

Este post foi publicado anteriormente no blog La Cofa de Fundación Telefónica

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