A educação 3.0 em constante mudança

Por , 16 de Março de 2016 a las 23:00
A educação 3.0 em constante mudança
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A educação 3.0 em constante mudança

Por , 16 de Março de 2016 a las 23:00

As novas tecnologias são uma ferramenta imprescindível para motivar a aprendizagem dos alunos em todos os níveis educativos.

Enquanto a professora pronunciava meu nome para que fosse para o quadro-negro, meu rosto mudava, minhas pernas começavam a tremer, e minha mente começava a traçar o plano para escapar de ir até o quadro. O plano consistia em ficar no meu lugar e fazer de conta que não escutava, com a esperança de que ela se cansasse de chamar meu nome e escolhesse a outro colega. Depois, estendia um pouco mais essa agonia e perguntava com cara de surpresa: “eu?” A resposta da professora costumava ser: “Sim, você; não me faça perder mais tempo”. Aí eu olhava para meus colegas como se fosse uma despedida: “amigos, adeus” E ia em direção da lousa. Cada pequeno passo que dava entre carteira e carteira era uma pequena agonia, o coração ia a duzentos por minuto. E quando chegava lá na frente, na verdade, não sei muito bem o que acontecia com meu corpo; no caderno os exercícios se apagavam, a voz da professora parecia muito alta, e minha cabeça sofria um pequeno curto-circuito. O seguinte passo era voltar à carteira, evitando o olhar de meus colegas e me sentir ainda mais ridícula. A experiência deste breve relato que acabo de contar, já foi vivida por muitos. E é que, minha geração e as anteriores à minha, aprendemos através de métodos de ensino unidirecionais: o professor transmitia seu conhecimento, enquanto os alunos exercitavam a memória. Não estávamos acostumados a trabalhar em grupo, não desenvolvíamos habilidades sociais nem comunicativas, e nossa criatividade ficava em segundo plano. Mas agora essas pessoas que estiveram sentadas em suas carteiras individuais chegam ao mercado laboral e encontram a exigência de uma série de competências que naqueles dias não aprenderam e, portanto, não adquiriram.

O mundo está mudando e a educação também.

O mundo digital está transformando a sociedade, e é exatamente no âmbito da educação onde o impacto da tecnologia é maior. Por isso necessitamos formar aos jovens para empregos que ainda não existem; para que saibam reciclar-se e possam mudar de um trabalho a outro; para aprender a trabalhar com tecnologias que estão sendo inventadas; e para ter a capacidade de se relacionar com pessoas de diferentes culturas e valores. De acordo com o relatório “Educação Digital. Reforçando as competências digitais e as habilidades do Século XXI”, publicado pela Telefônica em janeiro de 2016, devemos começar a definir uma série de objetivos prioritários: a organização de nossos centros educativos, o trabalho nos diferentes ciclos, e as competências que deveriam adquirir docentes e alunos. Manter um ensino que se baseia unicamente na transmissão de informação, não é uma educação para o século XXI. Claro, devemos manter as bases da aprendizagem, mas as novas gerações devem utilizar novas formas de trabalhar em sala de aula, ser capazes de extrair conhecimentos relevantes da informação que nos rodeia, aprender de maneira colaborativa, e desenvolver competências e novas habilidades. E é que a aprendizagem não acaba na última unidade do livro; mas é algo que nunca termina. A educação digital tem que estar respaldada através de uma rede colaborativa onde o aluno é o centro de tudo e, a partir dele, gravita o centro educativo, os pais ou tutores, docentes, protagonistas privados e a Administração Pública, entre outros. Tudo isso apoiado em métodos pedagógicos que fomentem a criatividade, a iniciativa, a participação e a colaboração.

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Às vezes um lápis e um papel não são suficientes para expressar as ideias

Vamos começar pelas salas de aula criativas. São aquelas que são capazes de se adaptar aos novos tempos. A tecnologia pode apoiar o trabalho colaborativo dos estudantes e ajudar a desenvolver suas competências. O que se pretende é que se combinem as tecnologias com os novos métodos de aprendizagem. Através da apresentação, o professor expõe o tema na qual os alunos têm que trabalhar. Através da pesquisa, os estudantes terão que procurar informação sobre a matéria em questão. E através da criação, poderão expor suas ideias para um melhor aprendizado da matéria. A troca incentiva a turma a poder consultar e encontrar um apoio ou ajuda nas disciplinas que estão sendo dadas. Com o desenvolvimento são planejados os temas e são criadas ações para a classe. E através da interação, os estudantes debatem, analisam os temas em grupo e dialogam sobre a matéria. Isto permitirá, que os alunos estejam envolvidos em um trabalho mais colaborativo. O objetivo, é que continue sendo respaldado o processo com as novas tecnologias.

Um novo território cheio de oportunidades

Os professores têm um papel fundamental no processo de inovação, pois sem eles seria impossível a combinação das TIC com os alunos. A maneira de ensinar dos docentes muda no momento em que tem que desenvolver suas atividades dentro de um entorno virtual. O primeiro que devemos colocar sobre a mesa, é a necessidade de que os professores tenham os conhecimentos necessários para poder integrar a tecnologia, em sua maneira de ensinar. Isto supõe que os professores devem estar em contínua formação para proporcionar-lhes uma confiança adicional. O segundo é que estes docentes devem se responsabilizar do processo global de ensino e aprendizagem, dentro das classes ou em outros lugares mais flexíveis, como por exemplo, as salas de aula virtuais. Para isto, é necessário que o professor participe de forma ativa no processo de criação e elaboração dos materiais de aprendizagem e na distribuição dos mesmos, bem como em sua atualização e na melhoria dos materiais.

Incentivar as competências digitais

O uso das TIC: é o primeiro passo que deveríamos dar para criar um espaço onde os alunos possam desenvolver suas habilidades e competências para aprender a utilizar as novas tecnologias. O segundo passo seria incentivar o uso dos dispositivos, ou seja que forme parte da aprendizagem do estudante o fato de ter, por exemplo, um tablet sobre a mesa.

Produção TIC: é o momento de implantar as TICs em todas as etapas da educação dos alunos, e por isso integrar os e-skills no currículo escolar.

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O aluno, o protagonista

A maioria dos estudantes hoje em dia têm habilidades no manejo das TICs, que foram desenvolvendo através do uso cotidiano destas ferramentas. Utilizam a Internet para tudo e, claro, para suas tarefas escolares também. A geração dos millennials é multitarefa. Seus integrantes, estão acostumados a se comunicar através de mensagens de texto e a usar as redes sociais para se informar do que está acontecendo ao seu redor. Esta circunstância implica outra mudança importante: que o professor e o livro já não são os únicos meios pelos quais os jovens recebem conhecimentos. Eles são os protagonistas de sua educação e, portanto, existe uma maior liberdade na hora de educá-los, pois existem muitas outras fontes de informação. E esta deve estar focada em uma aprendizagem ao longo de toda a vida. O centro educativo, tem que preparar a seus alunos não só para ter acesso às informações, mas também para saber criar conhecimentos baseados nas mesmas.

As TICs, abrem sem dúvida novas possibilidades de inovação e melhoria dos processos de ensino e aprendizagem. E é um fator que a comunidade educadora deve saber aproveitar, e gerar novas experiências para conseguir obter um melhor rendimento e mais atenção do aluno. Definitivamente, as novas tecnologias estão fornecendo elementos de flexibilização nos espaços educativos que oferecem novos mecanismos didáticos e de aprendizagem.

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