Sensores de grafeno para ajudar a pacientes com epilepsia

Por , 14 de Março de 2016 a las 23:00
Sensores de grafeno para ajudar a pacientes com epilepsia
Saúde

Sensores de grafeno para ajudar a pacientes com epilepsia

Por , 14 de Março de 2016 a las 23:00

Cientistas do Instituto Catalão de Nanociência e Nanotecnologia estão desenvolvendo sensores de grafeno que ajudam na pesquisa do sono ou da epilepsia.

“O grande ritmo do crescimento global se deve à indústria digital”, afirmou César Alierta, presidente da Telefônica, durante a inauguração do Mobile World Congress 2016. A edição desta feira, que pode ser considerada de transição, marca um ponto de inflexão na indústria. O setor conseguiu desenvolver melhores e mais potentes smartphones e apresentar relógios inteligentes ou wearables, que podem ser atrativos para os consumidores. Porém, a inovação não é suficiente: queremos maior diversidade nos produtos que compramos e a Internet das Coisas, entre outros fatores, pode ajudar nesta tarefa.

Mas, a pesquisa continua avançando com alguns dos materiais e das indústrias mais promissoras da última década. Neste cenário, ganha especial importância o grafeno, um produto que desde seu isolamento, na primeira vez em 2004, não parou de surpreender com suas interessantes aplicações. Propriedades como a flexibilidade ou a condutividade transformam este material em um método promissor para armazenar energia e até mesmo obter água potável. E o MWC 2016, trouxe uma nova possibilidade para o grafeno: seu uso na fabricação de sensores com os que interagir com nosso cérebro, uma utilidade que poderia servir na medicina ou na construção de interfaces cérebro-máquina.

A ideia foi apresentada pelo Instituto Catalão de Nanociência e Nanotecnologia, que aproveitou sua presença no “Pavilhão do Grafeno” da Mobile World Congress para mostrar seu projeto. Os sensores eletrônicos de grafeno poderiam ser utilizados para detectar a atividade eléctrica do cérebro, de maneira que se aplicariam numa área grande de nosso “melhor supercomputador”, obtendo uma resolução muito alta. Estes dispositivos se baseiam em matrizes de micro-sensores de grafeno, com dimensões de 10µm x 10µm, que se colocam sobre substratos de polímeros flexíveis e perfeitamente adaptáveis ao formato do cérebro.

Cada sensor de grafeno, é capaz de determinar pequenas mudanças na atividade elétrica de nossas conexões nervosas, que são detectadas por variações minúsculas na condutividade do próprio dispositivo. De acordo com as explicações do centro de investigação, os sensores já estão sendo aplicados em pesquisas sobre o sono ou a epilepsia realizados em modelos animais. Os resultados obtidos nestes ensaios, serão decisivos para conhecer como se poderia abordar o design e a construção dos sensores do grafeno em humanos.

De acordo com os cientistas especializados em nanotecnologia, estes sistemas poderiam ajudar na detecção precoce de uma crise epiléptica em pacientes que sofrem destes transtornos. Os sensores de grafeno seriam capazes de avisar a pessoa afetada, por exemplo, através do envio de um alarme a seu celular. E o dispositivo poderia avisar o centro médico ou uma ambulância, de maneira que se reduziriam os efeitos provocados por uma crise epiléptica. Além disso, os pesquisadores acreditam que esta tecnologia também seria interessante no desenvolvimento de neuropróteses para a comunicação verbal ou para o controle de extremidades artificiais. Aplicações muito interessantes que demonstram que o MWC 2016 já é um cenário perfeito para apresentar avanços que revolucionarão o futuro, muito além da telefonia celular.

Imagens | ICN2, IDIBAPS,CNM-IMB-CSIC-CIBER-BBN

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