Wearables para a reabilitação de AVC e doenças cerebrovasculares

Por , 11 de Março de 2016 a las 07:00
Wearables para a reabilitação de AVC e doenças cerebrovasculares
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Wearables para a reabilitação de AVC e doenças cerebrovasculares

Por , 11 de Março de 2016 a las 07:00

Pesquisadores da Universidade de Southampton (Reino Unido), em colaboração com o Imperial College de Londres, estão desenvolvendo uma manga portátil com Wi-fi que ajuda aos pacientes de AVC e derrame cerebral a recuperar as funções de seu braço.

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AVC, IOT, WEARABLES

O AVC, é uma doença cerebrovascular que se produz pela diminuição ou obstrução do fluxo sanguíneo. O sangue não chega ao cérebro e as células nervosas não recebem o oxigênio necessário, o que provoca que deixem de funcionar.

O AVC, é uma das principais causas de morte no Brasil, de acordo com um informe sobre Indicadores de Desenvolvimento Brasileiro. São registradas ao redor de 68 mil mortes por AVC anualmente, só no Brasil. Esse número aumenta para 16 milhões de pessoas, considerando o resto do mundo.

Os sintomas do AVC são a perda da sensibilidade, força, fraqueza no braço e perna de um lado do corpo, visão dupla, tontura, alteração da fala…

Quando se trata de ferramentas, que podem ajudar a pessoas que sofreram episódios cerebrovasculares como apoplexias, derrames, AVC… vem à cabeça o uso de exoesqueletos ou nanopartículas que dissolvem os coágulos cerebrais para ajudar no processo de reabilitação dos doentes. Mas, desta vez, pesquisadores da Universidade de Southampton e o Imperial College de Londres chegaram mais longe, e estão desenvolvendo um dispositivo chamado M-Mark. Este wearable se trata de uma manga de roupa com conexão Wi-Fi, que proporciona informação sobre o estado do paciente enquanto realiza os exercícios de reabilitação e oferece conselhos e dados para a melhorar a terapia.

M-Mark, é o primeiro a incorporar mecanomiografia (MMG), que utiliza sensores para detectar a vibração de um músculo quando se contrai, além de uma unidade de medição inercial (IMU) que ajuda a detectar os movimentos. Assim, os dados coletados pelos sensores se combinam e se elimina a informação que não seja necessária.

O dispositivo capta os dados para enviá-los a um computador, e em seguida, o paciente poderá ver na tela a representação dos movimentos e a evolução de cada exercício. Além disso, o sistema fornece informação aos médicos para diagnosticar problemas específicos do movimento, e facilitar a tomada de decisões, controlar o progresso, e portanto, otimizar a eficácia da terapia e reduzir as visitas ao hospital.

O projeto M-Mark, que ainda não se tornou realidade, nasceu há dois anos e conta com um financiamento que não chega ao milhão de libras esterlinas através do National Institute for Health Reserch (NIHR) através do programa Invention for Innovation (i4i). Além disso, sob a colaboração entre a Universidade de Southampton e o Imperial College London conta com o apoio de consultoras médicas: Maddison and Tactiq e NHS Trusts.

De acordo com a explicação do coordenador do projeto, Jane Burridge, professor da Restorative Neuroscience de Southampton: “Esperamos, que a manga ajude aos pacientes com AVC a recuperar o uso do braço, a reduzir o tempo dedicado aos terapeutas e a permitir que tenham terapias de 45 minutos diárias de maneira mais fácil. Tudo isto serve para avaliar os problemas dos pacientes de forma mais precisa”. “Aproximadamente 150.000 pessoas no Reino Unido têm um episódio cerebrovascular por ano. Apesar das melhorias no atendimento, ao redor de 60% destes pacientes não recuperam totalmente a função de seu braço ou mão”.

A Internet das Coisas continua evoluindo todos os dias, em todos os campos, e no da saúde também não fica atrás. M-Mark, tem o tempo e o financiamento necessário para que seja desenvolvido de maneira que se transforme em uma ferramenta imprescindível para a melhoria dos pacientes com este tipo de doenças.

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