Fjord Trends 2016, a melhoria da experiência digital

Por , 29 de Fevereiro de 2016 a las 23:00
Fjord Trends 2016, a melhoria da experiência digital
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Fjord Trends 2016, a melhoria da experiência digital

Por , 29 de Fevereiro de 2016 a las 23:00

Fjord Trends revela os avanços tecnológicos de design e negócio que irão criar influência durante 2016. O auge da tecnologia de reconhecimento de voz, a eclosão da realidade virtual, o aumento da recopilação dos dados sobre saúde… Além de algumas aplicações que são menos conhecidas, mas que vão dar muito do que falar.

Pelo nono ano consecutivo, o relatório Trends de Fjord é o resultado do trabalho de análise e debate de especialistas da conhecida agência de Accenture especializada em design e inovação. Uma reflexão sobre o que vem por aí no mundo digital baseando-se em sua própria experiência como usuários e profissionais do design e da inovação.

Entre estas tendências, destacam-se o crescimento da tecnologia do reconhecimento de voz, a eclosão da realidade virtual, a recopilação dos dados sobre saúde, e outras aplicações que vão dar o que falar.

As dez tendências para Fjord neste 2016 começam com os dispositivos que escutam. O uso dos “wearables” está consolidando-se. Avanços que nos escutam e nos respondem, como os destinados ao mundo do esporte que, por exemplo, incentivam a seguir treinando, melhorar objetivos, etc. Tudo isto leva aos “micro-momentos: interações do dia a dia que compartilhamos e que antes se mantinham de forma privada, como podem ser os treinos realizados através dos aplicativos que fazem parte do vestuário do treinamento.

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Outro dos grandes avanços neste entorno tem a ver com a tecnologia inteligente ou serviços com modos. Este tipo de tecnologia oferece uma visão extraordinária de tudo o que nos rodeia em nossas casas, carros… Tudo devido à grande quantidade de dados obtidos, e que são capazes de mudar nossa maneira de viver. As organizações têm um grande desafio a enfrentar para utilizar esta enorme quantidade de informação de uma maneira correta, algo que agora é mais importante do que nunca.

O sucesso do mundo conectado entrará em seu ponto culminante durante 2016, e tudo dependerá do tratamento adequado destes dados por parte das grandes empresas.

Por outro lado, este mundo conectado faz com que tenhamos novas experiências em nossas vidas privadas e que também as busquemos em nosso lugar de trabalho, por isso é importante investir na experiência do empregado (B2We). A mudança na sociedade faz com que ir ao trabalho não seja uma simples rotina, mas que se possa obter um resultado de trabalho com experiências personalizadas. A estrutura e a cultura laboral estão reinventando-se a nível de organização e por isso surgiu o desenho da experiência do empregado (EX).

Uma das tendências mais importantes para 2016 é um uso radicalmente diferente das apps. De fato, passaram de estar sob o controle do usuário, a influir, agora de maneira direta, em suas vidas, resultando na disseminação dos aplicativos. Por exemplo, destaca-se o caso de Spotify, que se distribui em diferentes cenários (é possível escutar música na sala de casa, no carro ou em seu lugar de trabalho) e em várias plataformas, mantendo sua identidade corporativa. Em resumo, a disseminação de Spotify é parte de uma grande transição da que estamos sendo testemunhas.

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Também não falta nas tendências de Fjord Trends 2016, uma alusão ao mercado de luxo. Um espaço que sempre esteve reservado para os mais ricos, e que graças à tecnologia está começando a mudar. De fato, as experiências personalizadas ou “premium” estavam reservadas às elites que podiam ter acesso a elas por seu determinado status, mas com a revolução digital e tecnológica se tornaram personalizáveis para que estes serviços estejam ao alcance de qualquer um. Este conceito é conhecido como a democratização do luxo.

O estilo de vida e as vantagens das elites se transformaram em algo cotidiano, desde motoristas que nos levam a qualquer lugar, a assistentes pessoais online, passando também pela manutenção dos lares, montagem de móveis (TaskRabbit), ou serviços de lavanderia (Washio)…

O caminho da inovação e a evolução é muito importante para o contexto geral, mas também para o povo e, por isto, não se detém na hora de entrar em instituições para criar governos amigáveis. Graças ao desenvolvimento digital, estas instituições podem utilizar, todo seu potencial para conectar melhor com sua gente, uma maneira de atuar global, em uma comunidade local (Think Global, Act Local). Instituições governamentais, avançaram com respeito às experiências e interação com seus cidadãos e, por isso, 2016 será o ano em que a tecnologia se colocará à disposição do interesse geral e possibilitará uma nova geração de cidadãos.

Todo o desenvolvimento tecnológico busca um resultado final que permita a melhoria da vida das pessoas, e o grande ponto de inflexão foi alcançado com o bem-estar online. E é que, nossa saúde é a nova moeda. Vivemos em uma época de baixas rendas, trabalhos instáveis e gastos em assistência sanitária cada vez mais altos. A união de todos estes fatores deu um novo tipo de moeda, os dados sobre saúde. Assim é como uma série de elementos foram chave no surgimento de dados sobre saúde. Os consumidores utilizam o seguimento de estado de saúde como medida preventiva, e ainda que a inovação tecnológica diminuiu este tipo de gastos (o mercado de “wearables” da saúde crescerá 600% em 2019), o aumento de custos em assistência sanitária criou um momento crítico no mercado.

Outra tendência para este 2016 tem a ver com o sonho feito realidade da realidade virtual (VR). Sony, Samsung ou Oculus, entre outros, publicarão versões destes produtos durante a primeira metade do ano. Finalmente, acabou isso de pensar na realidade virtual como um tema de futuro distante. De fato, o seguinte passo dado com relação aos videogames será a utilização desta tecnologia, uma nova dimensão, se bem para Fjord, os usos inesperados são os que mantêm a curiosidade na hora de usá-los. Da educação, ao turismo ou à saúde, a realidade virtual encontrará seu espaço em nosso trabalho, lugares de ócio e lares.

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Outra nota mais nas tendências para este ano, é o fato de riscar coisas da lista mental. As empresas oferecem serviços digitais para satisfazer as demandas em constante mudança como consumidores. Porém, a inovação implica uma consequência inesperada, o excesso de opções. Um grande exemplo é a escolha de um app para baixar algo mais cotidiano, como um produto na prateleira do supermercado. Tudo nos pede tomar uma decisão. O resultado final é que, para os consumidores, fica mais complexo ter ideias claras entre tantas opções. Apesar de que ter que tomar constantemente decisões acaba pesando, cada vez queremos mais atenção. Uma das revelações mais assustadoras dos últimos anos, é que as pessoas se sentem mais propensas a tomar piores decisões, quando têm muitas opções.

E por último, o design entra no coração das empresas. O primeiro passo é a pressão de inovar e é que, em 2014 foram investidos 1.6 bilhões de dólares em I+D em todo o mundo, de acordo com o relatório da Global R&D Funding Forecast. Apesar disto, há pesquisas que demonstram que mais de 85% dos produtos falham de acordo com o relatório de Nielsen em 2014.

Vimos empresas que investiam em laboratórios de inovação, de tal forma que transformaram os métodos de pensamento e resolução dos problemas próprios do design em atividades internas. Inovar na cultura empresarial, utilizando métodos de design, é a melhor maneira de diferenciar-se como ocorre com Adaptive Path de Capital One, Spring Studio de BBVA…

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