Wearables no esporte, um caminho para o sucesso

Por , 16 de Fevereiro de 2016 a las 11:00
Wearables no esporte, um caminho para o sucesso
Futuro

Wearables no esporte, um caminho para o sucesso

Por , 16 de Fevereiro de 2016 a las 11:00

A tecnologia está revolucionando todos os aspectos cotidianos, e o esporte não é uma exceção. Cada vez são desenvolvidos mais aplicativos e também dispositivos que permitem comparar o treinamento diário e ter uma informação notável sobre o rendimento e a progressão dos atletas, e também dos amadores.

Tênis com GPS, pulseiras para monitoramento, smartwatches, aplicativos de geolocalização… O fenômeno da Internet das coisas (IoT) através dos wearables é uma realidade que cada dia tem mais relevância no mundo do esporte.

Olhando para trás, o esporte historicamente sempre foi reticente ao uso de novas tecnologias. O caso do futebol e a utilização do “olho de falcão” nos gols se reavivou durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, com o gol fantasma de Frank Lampard no jogo entre Alemanha e Inglaterra. Um acontecimento que favoreceu a volta ao debate e à seguinte pergunta: Quando começará a ser utilizada a tecnologia no “esporte rei”?

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Adeus ao gol fantasma!

Esse gol é um dos exemplos mais vistos em campos de todo o mundo como um caso de controvérsia. Tanto que a polêmica surgida favoreceu o estudo, pesquisa e inovação para implantar um sistema que permitisse aos árbitros resolver e decidir, em questão de segundos, jogadas muito difíceis de examinar à primeira vista, para acabar com os polêmicos gols fantasma que tantas alegrias e irritações provocaram nos jogadores e nos torcedores ao longo da história.

Assim foi aprovado o uso do “olho de falcão” na Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Um dispositivo de sete câmaras em cada gol, integradas na parte alta do estádio, capaz de emitir 500 frames por segundo em imagens 3D fazendo com que o resultado final chegue em apenas um segundo ao árbitro, através de uma vibração em seu relógio.

Um êxito que não só abrange ao evento magno do futebol mundial, como também a Bundesliga (Campeonato alemão) decidiu implantá-lo durante esta e duas temporadas mais nos estádios alemães.

Usos que implicam algo mais que a competição

A tecnologia é necessária no ambiente competitivo e é um fato que, pouco a pouco, está introduzindo-se para melhorar a competição. Voltando o olhar para o passado, a tecnologia e o esporte já coabitavam na hora de ajudar e controlar os esforços dos atletas. A saúde e a atividade física são os grandes beneficiados com a implantação da tecnologia no esporte, a grande quantidade de gadgets eletrônicos destinados a este fim geram valor agregado na hora de monitorar os treinamentos para fixar novos objetivos competitivos. O passar do tempo e a inovação transformaram estes recursos eletrônicos em uma parte importante, na preparação dos atletas.

Exemplos no ciclismo

O Movistar Team, equipe ciclista espanhola da Movistar, possui hoje um dos melhores quadros de atletas do mundo. Destacam-se, por exemplo, Alejandro Valverde, campeão da Volta a Espanha (2009), ganhador de quatro etapas do Le Tour de France e três vezes campeão da Espanha de contra-relógio e percurso; ou o colombiano Nairo Quintana, considerado uma das grandes promessas mundiais do ciclismo, que ostenta em seu histórico de vitórias um Giro da Itália (2014), além do Maillot da Montanha e dois Maillots Brancos por ser o melhor jovem do Le Tour de France.

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Para manter uma equipe de campeões, o conjunto espanhol instalou em suas bicicletas um dispositivo conhecido como Edge 510. Um gadget compatível com os sistemas de geolocalização (GPS) que é capaz de registrar a posição na rota do ciclista, a distância percorrida, os diversos dados de inclinação (positiva/negativa) e a informação meteorológica do lugar onde encontra-se posicionado. Dados que permitem ao staff técnico conhecer de primeira mão a evolução de seus pupilos. Em resumo, estes dispositivos salientam o esforço em conhecer e controlar todos os dados dos respectivos ciclistas e criar uma equipe campeã.

Por outro lado, não só os atletas pedem este tipo de aplicativos para suas rotinas, já que um dos grandes nichos de mercado que surgiu nos últimos anos foi o dos atletas amadores, casos como o ciclismo e o running são os mais conhecidos por estar na moda.

O uso destes aplicativos transformou-se em algo indispensável para os atletas amadores, que andam com seus smartphones no braço com aplicativos como Strava, Endomondo, Runtastic onde registram as rotas, velocidades, distâncias percorridas, e que, além disso, compartilham com seus seguidores para competir e ver quem melhora os tempos. Ser o melhor é algo inato no ser humano e, no fim das contas, estes aplicativos ajudam a despertar o espirito mais competitivo de cada pessoa.

Acaba aqui o uso da tecnologia?

Mas o esporte não acaba nos atletas e nem nos atletas amadores que o praticam. Milhões de pessoas comparecem aos estádios para serem testemunhas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo de futebol… infinidade de eventos que enchem as arquibancadas dos complexos esportivos de todo o planeta.

Os grandes estádios estão começando a utilizar aplicativos para recompilar todos os dados que conseguem no campo, para que cheguem com total imediatez aos espectadores. Estádios equipados com WiFi, como o Amsterdam Arena, acrescentam um valor estratégico para que os espectadores possam aproveitar a experiência real do evento. De promoções de merchandising, à criação de comunidades online para melhorar a experiência do estádio, até uma nova aplicação onde poderão presenciar os gols em 360 graus com o uso de todas as câmaras do estádio. Se abre então um grande leque de possibilidades.

O caminho para que o espectador seja parte do jogo avança, e o grande passo na inovação chegará nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. Os organizadores sabem que será o evento esportivo com o maior salto tecnológico da história. Será retransmitida em Super High Vision 8K, que tem uma qualidade de imagem 16 vezes superior à alta definição atual. Se trata de um sistema híbrido que permitirá ter todos os dados estatísticos relevantes na tela para não perder nada do que ocorre.

Todos estes elementos impressionam diante da emissão e diversão de tal evento esportivo, mas o que acontecerá com os torcedores que visitem Tóquio durante os Jogos Olímpicos e não entendam japonês ou inglês?

As autoridades japonesas, além de reinventar a infraestrutura dos Jogos Olímpicos, querem impressionar aos turistas baseando-se na utilização dos wearables. De robôs assistentes até óculos inteligentes que permitam traduções simultâneas para que ninguém possa ter problema algum durante a celebração do maior evento esportivo da história.

Em resumo, a tecnologia abrange um grande campo e, no esportivo, desde os próprios protagonistas até os que vibram com suas façanhas, beneficiam-se de suas vantagens. Experiências, a utilização dos wearables e a inovação permitem a todos ser uma peça mais do jogo e não somente meros espectadores. E isto só é o começo da grande revolução esportiva e tecnológica que vem de caminho.

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