Pague com um simples gesto

Por , 10 de Fevereiro de 2016 a las 11:00
Pague com um simples gesto
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Pague com um simples gesto

Por , 10 de Fevereiro de 2016 a las 11:00

Os terminais PDV, os cartões e, claro, o dinheiro em espécie estão cada vez mais próximos da extinção. O campo das formas de pagamento evolui a uma velocidade vertiginosa, sempre enfocando seus esforços na área tecnológica. Você sabe como serão as novas “formas de pagamento”?

Alguma vez, você abandonou uma loja decepcionado porque não pôde pagar esse produto que tanto deseja com seu cartão de crédito? É um importante problema para os comerciantes, que obrigatoriamente devem ter um terminal PDV se quiserem ser realmente competitivos. Mas não vamos nos enganar, para nós também é um incômodo. Uma ou outra vez, a todos nos pegou em algum momento sem dinheiro em espécie.

As formas de pagamento estão evoluindo rapidamente. Tanto os comércios quanto as entidades bancárias estão esforçando-se muito; os primeiros, incorporando os métodos de pagamento de vanguarda logo que são lançados, e os segundos, otimizando as plataformas para que possam ser utilizadas por cada vez por mais usuários.

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O smartphone é a pedra angular, onde se concentram as tecnologias, que estudam como melhorar a experiência de pagamento dos consumidores. Se unimos o contactless com uma carteira (wallet) virtual, o resultado se parece muito a pagar todas nossas compras com um simples gesto de nossa mão. Carregamos dinheiro em uma carteira virtual do nosso celular e vamos pagando com ela, aonde quer que formos, só com aproximar o dispositivo ao terminal.

Segurança

Obviamente, a digitalização dos processos de pagamento requer medidas de segurança cada vez mais avançadas e confiáveis. De acordo com um estudo da MasterCard, 73% dos consumidores considera o celular como uma muito boa opção para realizar o pagamento de suas compras. Alem disso, os dados frente aos comerciantes também são muito positivos, já que as pessoas que utilizam estes novos métodos transacionais gastam entre 30 e 60% mais do que as que utilizam métodos tradicionais.

Já que não existe um custo extra na hora de realizar este tipo de operações eletrônicas, as únicas barreiras às que se enfrenta esta tecnologia seriam as da segurança por parte dos usuários.

O ponto ‘quente’ da segurança no pagamento eletrônico centra-se nos processos de autentificação. Este processo é o encarregado de verificar formalmente a identidade da pessoa que interage com o dispositivo, pelo que deve ser realizado de maneira rigorosa e segura para evitar roubos de identidade.

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A autentificação pode ser realizada através de senhas, endereços ou de maneira criptográfica. Das três, a mais segura é a última, já que com as outras duas é possível que alguem intercepte a informação no meio do caminho, e roube nossa identidade para desviar nosso dinheiro. Claro, dentro da autentificação criptográfica, existem diversas maneiras para realizá-la. O escaneamento das digitais, de retina ou de voz são só algumas opções.

O pagamento via celular na Espanha

Na Espanha já estão em funcionamento algumas iniciativas muito interessantes, que transformam e fazem evoluir a forma de efetuar os pagamentos. Seu objetivo? Aumentar a comodidade, a rapidez e de novo, a segurança.

O contactless não convence, ainda

Já podemos encontrar (e inclusive utilizar) duas formas diferentes de contactless na Espanha. Ambas se consideram úteis tanto para o consumidor como para o comerciante, mas contam com alguns ‘defeitos’ que impedem que seu uso se popularize.

A primeira baseia-se na incorporação de chips EMV (Europay MasterCard Visa). Entidades como Caixa ou BBVA incentivaram muito a incorporação deste tipo de soluções, favorecendo sua rápida inclusão nos negócios do país. O chip se cristaliza em forma de ‘sticker´, que os usuários colam no celular ou carteira; depois de ativado, o consumidor só tem que aproximar o chip da zona designada na loja onde quer comprar para realizar a transação.

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A segunda baseia-se no sistema NFC (Near Field Communitations), uma tecnologia muito conhecida dada a difusão, que se realizou das possibilidades que oferece. Lamentavelmente, ainda não chegou a decolar pelas dificuldades que enfrenta na hora de fechar acordos entre os diferentes agentes que são necessários para que seu ecossistema funcione corretamente.

A biometria funciona, mas é cara

A autenticação biométrica baseia-se no reconhecimento de nossa impressão digital, que já incorporam alguns celulares como método de desbloqueio. Algumas iniciativas na Espanha planejam a substituição do cartão de crédito por nossa digital, vinculada previamente a alguma conta bancária.

A solução é simples, mas a barreira é o alto custo da produção de dispositivos de reconhecimento digital, que teriam que estar instalados em cada comércio.

Outra opção é combinar o smartphone com a autentificação biométrica, mesmo que isto, de momento, esteja reservado para os usuários que tenham dispositivos de categoria suficientemente alta para incorporar esta tecnologia.

As carteiras virtuais

Este processo consiste em vincular um ou vários cartões bancários (físicos ou virtuais) a uma carteira, que costuma ser uma app em nosso celular. Após isto, se poderia apresentar o próprio telefone como se fosse um cartão de crédito.

Alguns exemplos que já funcionam na Espanha são, por um lado, Yaap Money, iniciativa do Banco Santander, la Caixa e Telefônica para facilitar o pagamento entre comércios, além de entre pessoas. Yaap permite enviar e solicitar dinheiro através do próprio aplicativo, com o objetivo de facilitar a gestão. Uma boa maneira de juntar o dinheiro de várias pessoas para comprar um presente, por exemplo. Por outro, Iupay, que armazena vários cartões de crédito físicos e conta com muitos comércios que já dispõem de um terminal TPV de Redsys, necessário para pagar através deste método.

Aqui no Brasil?

O pagamento via celular ainda engatinha um pouco em nossa terra. A modalidade mais popular é o Internet Banking, basicamente pela segurança dada pelo “ar de banco”, e permite pagar diversas contas por meio do débito na conta corrente.

Pagamentos via USSD como o oferecido pelo Zuum da Vivo, que além de usar com smartphones ou tablets da companhia, também permite que clientes de outras operadoras contratem o serviço. O pagamento nem precisa ir pra conta do banco, podendo usar os créditos do celular ou através da adição do valor a ser pago à própria conta telefônica. A ausência do consumo de crédito do celular pelo envio da mensagem e a possibilidade de autorizar recebimentos, graças à parceria com PayPal, torna-o ideal para pequenos comerciantes que oferecem produtos ou serviços a baixo custo.

O pagamento contactless (por NFC) ainda é pouco usado no Brasil, provavelmente tanto pelo baixo número de lojas com máquinas adaptadas como pelo fato de que os celulares que possibilitam este tipo de pagamento sejam um pouco mais caros. O Banco do Brasil lançou o aplicativo do Ourocard-e (por agora apenas para Android), mas funciona apenas com os aparelhos que trazem suporte contactless de fábrica.

As possibilidades de pagamento por carteira digital (PayPal, Mercado Livre, PagSeguro) já são bastante conhecidas e podem ser feitos via smartphone ou tablet. Armazenam os dados bancários e pessoais do comprador, assim que não é preciso oferecê-los ao vendedor para efetuar a compra.

Os leitores de cartão móveis vão substituindo os tradicionais terminais PDV e funcionam com smartphones ou tablets com conexão a Internet. Esta solução vem crescendo em popularidade entre pequenos empreendedores e microempresas, e até mesmo entre pessoas físicas.

Em resumo…

Da parte dos organismos encarregados da regulamentação, existe a possibilidade de que se pensem novas mudanças que modifiquem o cenário do negócio. Portanto, até que a instauração da tecnologia não se estenda um pouco mais, só podemos esperar.

No âmbito tecnológico, predomina o contactless, mesmo que ainda não tenha sido definido o método para executá-lo entre todos os que foram expostos acima.

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