Booktubers, ou a revolução literária no YouTube

Por , 31 de Janeiro de 2016 a las 18:00
Booktubers, ou a revolução literária no YouTube
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Booktubers, ou a revolução literária no YouTube

Por , 31 de Janeiro de 2016 a las 18:00

O eterno debate sobre a coexistência de livros e nova tecnologia parece ter chegado ao fim, graças ao YouTube. Basta ter uma webcam, um computador, lábia e bastante soltura para fazer com que suas leituras tenham centenas de fãs na Internet.

Durante anos temos ouvido sobre a iminente “morte anunciada” dos livros. Eles ficaram obsoletos, são pesados, não cabem nas maletas executivas e também temos abundância de novos entretenimentos para estar ocupados. O celular, por exemplo, ganha por goleada. Mas a verdade é que, hoje, e apesar de todas as probabilidades, os livros ainda estão vivos.

Compartilhar a leitura

Em qualquer caso, é indiscutível que a maneira em que lemos mudou. Já não carregamos o livro como antes, mas vamos com e-books, que têm uma tela fina, não pesam, são fáceis de levar para viajem e também tem a capacidade de armazenar mais de um título e nos permitem baixar muitos deles em sites gratuitamente.

Mas também veio uma nova forma de desfrutar da leitura através da tecnologia. Você já não lê um livro e o recomenda a seu ‘melhor amigo’. Agora você recorre às redes sociais para que seus duzentos e cinquenta amigos leiam o que você pensa sobre a história em questão. O que, para eles, também será mais confiável do que o que lêem ou ouvem dos críticos literários. Este novo estilo de desfrutar da leitura foi acolhido por alguns jovens devoradores de livros, conhecidos socialmente como booktubers.

Muitos não conhecerão esse termo, porque é relativamente novo nas redes, mas os booktubers vêm com força (alguns começaram lá por 2012), e cada vez mais editores querem seus comentários. Trata-se de jovens leitores que compartilham sua paixão pela leitura e impressões sobre os livros que lêem através de um formato audiovisual: um vídeo que eles gravaram e postaram no YouTube. E não fica por aqui, mas vão o passo além, pois compartilham com seus seguidores costumes, jogos e outros aspectos relacionados com as histórias que eles recomendam.

Os booktubers nasceram há alguns anos em países anglo-saxões já são milhares que aderiram a esta nova tendência de gravar uma opinião em uma linguagem descontraída e próxima ao público ao que se dirigem. Sem influências publicitárias e com a inocência de uma criança que acaba de ler um livro e se sente animado. São jovens, se comportam como tal e vieram para ficar. Têm cada vez mais fãs que compram os livros que eles recomendam, incentivam um hábito cultural enriquecedor e, inadvertidamente, fazem um exercício valioso: resumir e sintetizar uma história e ajudar a difundir o talento, seja novo ou clássico.

Exemplos desses jovens existem milhares. Aqui está uma pequena mostra de alguns aqui do Brasil:

Menino que lê: canal feito para amantes da literatura, sem importar o gênero, criado em agosto de 2015.

Eduardo Cilto: o antes Perdido nos Livros e que mudou de nome. Foi criado em novembro de 2012. Trata filmes, séries e notícias relacionados com o mundo literário.

Geek Freak: Canal criado em julho de 2014 e dedicado à literatura, mas que tem coisas também sobre games, séries, música, tecnologia e tudo o que for cultura pop. Muito bacana o estilo do canal.

Nuvem Literária: canal do blog homônimo, a autora compartilha seu amor pela literatura em formato de vídeo desde agosto de 2013.

O que tem na nossa estante: também de agosto de 2013, surgiu como um blog para falar de livros, principalmente, mas também de séries, filmes, música… Michele Lima com a colaboração de Marise Ferreira, Ana Seerig e Pandora.

Pam Gonçalves: canal de julho de 2012 com vídeos semanais sobre livros, séries de tv, filmes e outras coisas.

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O futuro está sendo escrito e até onde estes jovens chegarão ainda não se sabe, a única coisa que pedimos é que eles continuem assim porque graças a eles seguiremos sonhando e imaginando entre letra e letra.

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