5 experiências de química que vão deixar você com a boca aberta

Por , 17 de Janeiro de 2016 a las 12:00
5 experiências de química que vão deixar você com a boca aberta
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5 experiências de química que vão deixar você com a boca aberta

Por , 17 de Janeiro de 2016 a las 12:00

Imitando Carl Sagan, podemos descobrir a ciência e nos apaixonar por ela. Estas experiências químicas espetaculares nos ajudam em sua divulgação

Carl Sagan, considerado como um dos melhores divulgadores da história, disse que “quando você está apaixonado, você quer contar ao mundo.” Esse era o seu leit motiv para explicar a ciência em Cosmos, torná-la conhecida ao público em geral. Porque ele, acima de tudo, sentia uma verdadeira paixão pela pesquisa.

A ciência não só melhora nossa vida. Também é capaz de nos surpreender, de nos fazer sonhar com um futuro melhor. É capaz de nos divertir entendendo o que é o magnetismo. E, especialmente, de nos deixar de boca aberta com espetaculares experimentos de química:

A serpente do faraó

Quem teria pensado que uma reação química poderia nos dar uma interessante serpente como a dos faraós do antigo Egito? O responsável é o tiocianato de mercúrio (Hg(SCN)2), um composto inorgânico em forma de pó branco. Ao aquecê-lo se produz uma reação exotérmica (que emite calor), utilizada no passado em pirotecnia. E o resultado é surpreendente:

Em 1821, o cientista Wöhler descobriu esta experiência curiosa. Se aquecermos tiocianato de mercúrio, provocamos sua decomposição em uma massa sólida insolúvel em água composta principalmente de nitreto de carbono (C3N4). A reação, no entanto, também produz gases tóxicos perigosos (como dióxido de enxofre), de modo que não devemos repeti-la em casa.

A reação do camaleão

O camaleão é um réptil conhecido por suas técnicas espetaculares de camuflagem usando mudanças de cor. Em nossa compilação de experimentos químicos, não poderia faltar uma reação que, em alguns aspectos, imita o comportamento deste ser vivo.

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A conhecida como reação do camaleão permite distinguir, a partir das diferentes mudanças de cor, a variação nos estados de oxidação do manganês. A experiência baseia-se em misturar inicialmente água, hidróxido de sódio (mais conhecido como soda cáustica) e açúcar (sacarose).

Ao adicionar o permanganato de sódio, veremos as diferentes mudanças de cores: violeta (íons MnO4-), azul ( íons de MnO4 3-), verde (íons de MnO4 2-) e laranja (íons Mn 3+). Cada mudança de cor indica que mudamos o estado de oxidação do composto químico inicial, como um verdadeiro camaleão.

O vulcão incrível

Quando o dicromato de amônio ((NH4)2Cr2O7) se decompõe a temperaturas elevadas, produz óxido de cromo (III), nitrogênio e água. Em um nível prático, como mostrado no vídeo a seguir, você pode usar cristais laranjas de dicromato de amônio, que se auto-oxidarão para logo se reduzir. Como ocorre a reação?

Na formação do vulcão químico, como explicado pela Universidade Complutense de Madrid, o óxido de cromo (III) que vai se formando, sai do centro da pequena montanha laranja. A medida que se deposita na borda, cresce até formar uma espécie de cratera.

Por que vemos chamas laranja? A explicação é simples: a temperatura é tão elevada que produz incandescência. A massa sólida esverdeada que vemos no final da experiência é Cr2O3, caracterizado por ser pouco denso, esponjoso e apresentar um volume muito maior do que os cristais laranja iniciais.

Creme dental para elefantes

Pelo que sabemos, os elefantes não escovam os dentes. No entanto, experimentos químicos nos dão a oportunidade de fabricar uma pasta de dentes especial. Como? A decomposição do peróxido de hidrogênio (mais conhecido como água oxigenada), graças à ação do catalisador iodeto de potássio, nos permite recriar a pasta de dentes que usaria qualquer elefante.

Também usamos detergente na mistura, que serve para captuar o oxigênio que se libera e criar grandes quantidades de espuma. A decomposição da água oxigenada ocorre muito rapidamente, dando lugar a oxigênio e água. O experimento que vemos também é exotérmico, de modo que a espuma resultante estará em temperaturas elevadas.

Uma abóbora tão terrível como colorida

Embora ainda falte muito para o Dia das Bruxas, podemos amenizar a espera provando uma reação química pelo menos curiosa. Se preparamos uma abóbora como as clássicas dessa festa, podemos lançar um spray desinfetante (que sempre contém algum tipo de álcool, tal como isopropílico, etílico ou propílico) para obter uma chama azul.

E se quiséssemos mudar de cor? A abóbora em si tem sódio, por isso não é de estranhar que também apareça uma chama amarela ao queimar. Utilizando a química podemos até conseguir uma chama verde (utilizando ácido bórico), laranja (com cloreto de cálcio) ou vermelha (ao misturar nitrato de estrôncio com nitrato de potássio ou perclorato de potássio), como explica a química Anne Helmenstine.

Experimentos químicos são certamente espetaculares. Ver as diferentes reações que ocorrem servem, como diria Sagan, para se apaixonar pela ciência e incentivar a sua divulgação. Não devemos esquecer, no entanto, que algumas dessas reações são perigosas e, por isso, não devem ser repetidas em casa.

Imagens | Republica (Pixabay), Muhammad (Wikimedia)

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