A Mona Lisa cabe em um pixel com esta tecnologia de impressão

Por , 8 de Janeiro de 2016 a las 11:00
A Mona Lisa cabe em um pixel com esta tecnologia de impressão
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A Mona Lisa cabe em um pixel com esta tecnologia de impressão

Por , 8 de Janeiro de 2016 a las 11:00

Com este processo de impressão a laser é possível reproduzir a Mona Lisa em menos de um pixel.

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LASER

A Universidade Técnica da Dinamarca criou um processo de impressão a laser baseado em nanotecnologia que permite gerar imagens de alta qualidade em minúsculas dimensões. Para demonstrar seu progresso, os pesquisadores responsáveis pelo projeto reproduziram a Mona Lisa em um tamanho menor que o de um pixel na tela retina de um iPhone. A obra mais famosa de Leonardo Da Vinci e, possivelmente, o quadro mais reconhecível de toda a história coube em um espaço minúsculo.

A conquista foi possível graças à tecnologia de impressão a laser, que os cientistas desenvolveram na Universidade Técnica da Dinamarca, e cujas qualidades são excelentes em comparação ao que estamos acostumados. Se fôssemos técnicos poderíamos dizer que o processo atinge uma resolução de 127.000 pontos por polegada. Para tomar consciência da enormidade desta figura podemos comparar com a resolução que tem uma revista impressa, que geralmente anda nos 300 pontos por polegada (ppp). Outra referência pode ser os celulares, se tomarmos o iPhone 6s Plus, sua tela tem 401 ppp.

Este processo de impressão a laser é efetuado em nanoescala. Precisa de uma estrutura de linhas com pequenas colunas, cujo diâmetro é de cerca de 100 nanômetros. O laser é transmitido de coluna para coluna e a temperatura pode atingir 1500 graus durante alguns nanossegundos.

nanoimpressão2

A superfície sobre a qual vai ser feita a impressão está coberta com uma camada de 20 nanômetros de alumínio e a intensidade do laser determina as cores que serão gravadas. Se a intensidade é pouca a deformação das nano-colunas-sobre as quais se aplica o laser em um princípio, será menor, dando como consequência cores azul e roxo. Enquanto uma grande intensidade levará cores como laranja ou amarelo.

Quando as colunas mudam, o que muda é sua geometria, pelo que também varia a forma como absorvem a luz. É precisamente a luz que não é absorvida que os olhos veem (se eles pudessem ver algo em nanoescala).

Entre as aplicações possíveis para este desenvolvimento está guardar informação que é invisível ao olho humano, mas que não deixa de estar aí. Números de série ou códigos de barras de produtos e outras informações poderiam ser usados para combater a fraude. Poderíamos detectar mais facilmente as cópias falsas.

Esta não é a única pesquisa que estudou a impressão a escala nanométrica. Cientistas na Suíça geraram mediante a tecnologia de jato de tinta uma imagem de um peixe-palhaço (sim, o Nemo) cuja largura era a espessura de um papel. A reprodução tinha um tamanho de 0,003×0,005 polegadas e a resolução era de 25.000ppp. Para a impressão foi usada tecnologia de pontos quânticos e cada ponto da imagem estava separado por 500 nanômetros.

 

Imagens: jacob.helwig e fdecomite

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