Um curativo inteligente que detecta possíveis infecções das feridas

Por , 6 de Janeiro de 2016 a las 07:00
Um curativo inteligente que detecta possíveis infecções das feridas
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Um curativo inteligente que detecta possíveis infecções das feridas

Por , 6 de Janeiro de 2016 a las 07:00

Cientistas britânicos desenvolveram um novo tipo de curativo para feridas, cuja tecnologia dará aos médicos uma ferramenta poderosa para a detecção precoce de infecções

Especialistas em saúde concordam em assinalar que a identificação precoce da infecção bacteriana das feridas, junto com uma intervenção imediata e eficaz pelos médicos, poderia reduzir drasticamente suas consequências para a saúde dos pacientes e a carga que representa para o sistema sanitário. Por isso, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bath -Inglaterra- desenvolveu um novo curativo inteligente que muda de cor para indicar o início de uma infecção por bactérias, o que poderia dar aos médicos uma ferramenta poderosa para sua detecção precoce.

Embora este seja apenas um protótipo, sabemos que este curativo reativo tem um material semelhante a um gel integrado por nanocápsulas, que reagem ao entrar em contato com as bactérias liberando um colorante inócuo de cor verde fluorescente. Uma solução que facilitará aos médicos o monitoramento das feridas cirúrgicas ou feridas por traumatismos, a fim de reduzir o uso excessivo de antibióticos em um contexto onde as cepas infecciosas são cada vez mais resistentes.

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Sabe-se que os micróbios secretam uma substância viscosa sob a forma de biopelícula que ajuda a defender a colônia do sistema imune do corpo humano, e também, permite ativar a produção de toxinas, uma vez que atingem certa densidade. Mas o projeto do novo curativo incorpora uma capa exterior integrada por uma superfície gelatinosa de nanocápsulas que simula aspectos biológicos da membrana das células humanas. Deste modo, estimula as toxinas a perfurarem esta pseudomembrana celular, liberando o colorante que ao se diluir com o gel que o envolve muda de cor, indicando a presença de uma tentativa de infecção.

Com relação ao uso de antibióticos, os peritos esclarecem que todas as feridas sempre acabam sendo colonizadas por bactérias. Mas estas espécies patogênicas nem sempre são prejudiciais para a saúde do paciente, sendo que o próprio sistema imunológico fica responsável de combatê-las sem necessidade de suporte farmacológico. Esse curativo inteligente serviria também para discriminar casos em que seria necessário o uso eficaz de antibióticos, para evitar precisamente as conseqüências do abuso deste tipo de medicamentos.

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Esta discriminação entre espécies patogênicas e não patogênicas pôde ser demonstrada em um teste recente conduzido pelos pesquisadores britânicos. A mudança de cor do curativo logo após entrar em contacto com biopelículas de três cepas diferentes de bactérias patogênicas, não ocorreu no caso do teste do curativo em contato com bipopelículas de espécies não patogênicas.

Embora não foi demonstrada a utilidade clínica do curativo em seres humanos, trata-se de um passo importante para o diagnóstico confiável de infecções de feridas. De fato, a equipe de cientistas britânicos liderada pelo professor de química biofísica, Toby Jenkins, acredita que com a detecção precoce de estirpes bacterianas poderia-se resolver o problema mais cedo e de forma mais eficaz, mesmo antes que os sintomas aparecessem no paciente.

A equipe foi financiada recentemente pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido para demonstrar a eficácia desta tecnologia na detecção de infecções nas lâminas de extensão sanguínea das feridas e do líquido das bolhas extraído das vítimas de queimaduras pediátricas da unidade pediátrica de queimados da Universidade de Bristol. Segundo as previsões da equipe de Jenkins, a tecnologia deste curativo inteligente pode estar pronta para testes clínicos em 2018.

 

Imagens | via pixabay e Medicinal Chemistry

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