Você quer parar de fumar? Seu sucesso pode depender (em parte) do seu DNA

Por , 1 de Janeiro de 2016 a las 15:00
Você quer parar de fumar? Seu sucesso pode depender (em parte) do seu DNA
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Você quer parar de fumar? Seu sucesso pode depender (em parte) do seu DNA

Por , 1 de Janeiro de 2016 a las 15:00

Uma pesquisa analisa a influência da nossa genética nas probabilidades de sucesso que temos para deixar de fumar.

Parar de fumar é um dos propósitos mais repetidos a cada ano. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, mais de um bilhão de pessoas consomem cigarros habitualmente, resultando em uma grave ameaça para a saúde pública. Fumar está associado ao aparecimento de câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e outras doenças respiratórias. Aqueles que não consomem cigarro, mas vivem expostos a suas substâncias nocivas também podem sofrer problemas de saúde semelhantes.

Razões como estas levam muitos fumantes a considerar que o fim do ano é um bom momento para abandonar este hábito tão prejudicial. O vício que o cigarro causa é tão grande que muitas vezes limita nossos desejos iniciais, por mais fortes que sejam. Segundo a OMS, o aconselhamento e a medicação podem duplicar “significativamente” a probabilidade de que um fumador consiga abandonar o cigarro. Ferramentas dissuasivas como as mensagens e imagens nos maços de cigarro também estão tentando convencer, uma medida que, de acordo com vários estudos, influencia na venda de cigarro.

Outras vias, como os impostos ou a proibição da publicidade, também servem para desencorajar o consumo de cigarros. Mas, às vezes, não funciona. O que acontece nesses casos? Uma nova pesquisa, publicada na revista Translational Psychiatry, sugere que a nossa genética pode desempenhar um papel importante na hora de parar de fumar.

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Os cientistas da Universidade de Zhejiang na China analisaram as variantes do gene ANKK1, localizado muito perto de outro gene que ajuda o cérebro a reconhecer a dopamina. Este neurotransmissor desempenha um papel fundamental na cognição, na atividade motora ou nos sistemas de recompensa. Neste sentido, drogas como o tabaco alteram os níveis de dopamina, o que provoca a dependência. De acordo com a análise de 11.151 fumantes atuais ou ex-fumantes, as variantes genéticas de ANKK1 influenciaram na capacidade que as pessoas tiveram em parar de fumar.

Em particular, a pesquisa determinou que a variante A2/A2 estaria correlacionada com melhores possibilidades de deixar de fumar. Em contrapartida, os voluntários que apresentavam A1/A2 e A1/A1 se associavam com probabilidades menos promissoras de deixar de fumar. Apesar de ser meramente uma relação estatística, a verdade é que é a primeira vez que se associa deixar de fumar com uma determinada variante genética, o que pode nos ajudar a compreender melhor nosso cérebro e como ele funciona ante os vícios.

O trabalho pode servir para que os profissionais médicos adaptem suas terapias para fazer com que os pacientes possam parar de fumar. Abordar este problema a partir da perspectiva da genética deveria servir para reduzir as mais de seis milhões de mortes que ocorrem anualmente por causa do cigarro. Com o ano começando, vale a pena conhecer esses dados para entender melhor por que devemos parar de fumar o mais rápido possível.

 

Imagens | Paolo Neo (Wikimedia), Valentin Ottone (Flickr)

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