O cérebro artificial que aprende melhor que os humanos

Por , 24 de Junho de 2015 a las 13:21
O cérebro artificial que aprende melhor que os humanos
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O cérebro artificial que aprende melhor que os humanos

Por , 24 de Junho de 2015 a las 13:21

Assim é a rede neural da DeepMind, uma companhia especializada em inteligência artificial que foi adquirida pelo Google, devido aos seus méritos neste campo.

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IA

Apenas para jogar videogames, por enquanto. A ciência caminha passo a passo. Os engenheiros da DeepMind construíram uma rede neural artificial com capacidade para aprender e tomar decisões baseadas no conhecimento adquirido. Neste caso, aplicado aos videogames, um campo onde os pesquisadores podem experimentar e avaliar de forma confortável as reações do sistema, para depois comparar com as que se produzem em um cérebro humano.

Artificial-Intelligence

Os testes para o cérebro artificial da DeepMind consistem em jogar 49 diferentes tipos de videogames Arcade dos anos 70, entre os quais títulos míticos, como Pong y Space Invanders. O sistema não estava especificamente programado para jogar videogames, simplesmente estava imbuído com a capacidade de aprender. Aqui vale a pena fazer uma distinção fundamental, que marca a diferença entre a inteligência artificial e o algoritmo de software atual, como era, por exemplo, o Deep Blue, que ganhou do campeão de xadrez Gary Kaspárov.

Neste caso, o sistema DeepMind começa a jogar e aprende à medida que pratica, como aconteceria com uma pessoa. Desta forma, chega a adquirir tal grau de aprendizado nos videogames que é capaz de derrotar os profissionais humanos. Entretanto, cada novo jogo requer um novo treinamento. O sistema sempre volta a partir do zero, pois não é capaz de transferir os conhecimentos adquiridos anteriormente para o novo cenário, como acontece com um ser humano.

neuronas

Seu método de aprendizagem é similar ao de uma pessoa. O cérebro artificial recebe estímulos – neste caso a pontuação atribuída ao videogame em cada partida – e analisa suas jogadas em função desses dados. A mescla dessas variáveis dá como resultado a tomada de decisão seguinte.

Duas tecnologias básicas

DeepMind, que foi adquirida no ano passado pelo Google, baseia sua rede neural em duas tecnologias de inteligência artificial. A primeira é o machine learning ou aprendizado automático, que utiliza uma arquitetura inspirada no cérebro, na qual as conexões entre as camadas simuladas de neurônios são reforçadas com base na experiência. Desta forma, o sistema pode extrair informação complexa de fragmentos desestruturados. Uma qualidade na qual o Google tem se aprofundado devido ao grande interesse que tem para seu negócio de publicidade online.

A segunda tecnologia se chama reinforcement learning. Esse termo, usado em psicologia para definir o reforço positivo que se pratica com as pessoas para fomentar que façam as coisas de forma correta, procura imitar o sistema de recompensa neural em um animal. Trata-se, portanto, de reforçar os conhecimentos aprendidos para evitar que erros sejam cometidos.

O cérebro artificial da DeepMind tem entre seus objetivos o estudo do cérebro humano. Por isso, entre outras razões, videogames foram escolhidos como campo de experiências. Pois é mais fácil assimilar as atividades dos neurônios dessa forma, já que assim se pode compartilhar o estudo, comprovando como trabalham as diferentes partes do sistema com cada ação do jogador-máquina.

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