Inteligência Artificial através da história do cinema

Por , 14 de Junho de 2015 a las 09:27
Inteligência Artificial através da história do cinema
Futuro

Inteligência Artificial através da história do cinema

Por , 14 de Junho de 2015 a las 09:27

A história do cinema tem demonstrado que a evolução da inteligência artificial deixou de ser ficção científica para se converter em algo muito real e verdadeiramente assombroso.

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A inteligência artificial tem ocupado um lugar de destaque no cinema. Chegou a converter-se em um subgênero próprio da ficção científica conhecido sob o termo ‘ciberpunk´. Este gênero geralmente centraliza a trama no conflito entre máquinas capazes de raciocinar e hackers, num futuro fictício em que a tecnologia ocupa o papel principal.

Blade Runner, marco da ficção científica

O culto a este gênero é Blade Runner, um clássico e um dos filmes mais com mais influência. Mostra um mundo em que existe um conflito entre humanos artificiais, denominados ´replicantes´ e os ´blade runner´, policiais encarregados de exterminar a raiz de um motim.

Um robô obcecado em ser Homem no “Homem Bicentenário”

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A ideia de que um robô possa ser tão humano ou mais que o próprio homem se vê refletido tanto em Blade Runner como em “O Homem bicentenário”. Este filme se aprofunda na possibilidade de que isto ocorra e de que as máquinas com capacidade de raciocinar possam, além disso, ter sentimentos. E o amor, junto com a humanidade, a escravidão e a rejeição, são os temas principais deste tipo de filme.

Matrix e o mito da caverna

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Estes tipos de filme convidam à reflexão e estão recheados de lógica e filosofia. De todos, “Matrix” é conhecido como o mais filosófico, uma referência da ficção científica em que os humanos se convertem em escravos das inteligências artificiais criadas. Este filme é inspirado no mito da caverna de Platão, onde o mundo que nos rodeia é real ou fictício e ilustra a ideia criada na ficção científica de que, no futuro, as máquinas poderiam se rebelar contra os homens.

A rebelião das máquinas em “Eu, Robô”.

O filme “Eu, Robô” também trata da rebelião das máquinas de inteligência artificial. Como a maioria das referências de ficção científica, este filme está inspirado no livro de Asimov, famoso pelas três leis da robótica. Elas estabelecem que: um robô nunca causará dano a um ser humano, sempre obedecerá suas ordens e, além disso, protegerá sua própria existência, desde que sempre cumpra as duas leis anteriores.

Um menino-robô com sentimentos em inteligência artificial

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A principal diferença entre as pessoas e os seres de inteligência artificial é que estes não são criados para terem sentimentos. Entretanto, “Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg, ultrapassa este limite com um menino-robô em um futuro não muito longínquo, que sente um amor incondicional por sua mãe adotiva. Como o que acontece em “O Homem Bicentenário”, o protagonista é obcecado por se converter numa pessoa que deseja ser aceita. Mas o que chama a atenção é que o robô chega a se comportar de forma mais leal e compreensiva que o próprio humano.

Ela, o amor entre um homem e uma máquina

O filme “Ela” trata de como possivelmente serão as relações no futuro. O filme relata o romance entre um homem e um sistema operacional baseado no modelo de inteligência artificial. Esta história mostra a ironia de um homem que se comporta como uma máquina, e um sistema operacional como uma mulher. Isto porque a vida do protagonista, Theodore, se centraliza no seu trabalho e nos videogames, de forma mecânica, enquanto que Samantha, um novo modelo de inteligência artificial, sabe escutar e dar bons conselhos, adotando atitudes de um ser humano.

Todos estes filmes têm em comum o fato de que não se explica qual é o processo de criação dos seres de inteligência artificial, eles simplesmente aparecem. De todos os filmes, destaca-se “Blade Runner” como marco. Entretanto, cabe mencionar aquele que é considerado o primeiro ou um dos primeiros filmes que abordou o tema inteligência artificial. Trata-se de “Metrópolis”, um filme preto e branco que estreou em 1922 e supostamente foi uma revolução em efeitos especiais.

"Die Frau im Mond" Der bekannte Regisseur Fritz Lang bei den Aufnahmen des Weltraum-Films "Frau im Mond", dessen Uraufführung mit grosser Spannung entgegen gesehen wird.

O que se apresentava como futuro agora é o presente no qual a tecnologia avança a passos largos e surgem questões como a possibilidade que estejamos perto desta convivência entre humanos e robôs. E, se for assim, conseguiríamos fazê-lo em harmonia ou explodiria um conflito? Essa convivência seria uma melhoria para a humanidade ou uma ameaça? O certo é que ainda é uma incógnita como seria a vida das pessoas com essa convivência. Existem duas possiblidades, elevar os humanos ou provocar sua autodestruição. É fácil cair no alarmismo, ainda que o mais conveniente seja ser positivo e pensar que esta tecnologia está sendo criada para melhorar a vida das pessoas.

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